sábado, 5 de dezembro de 2015

APRESENTAÇÃO DO GIRO D'ITALIA 2016.

APRESENTAÇÃO DO GIRO D'ITALIA 2016

A RCS Sport, entidade responsável pela organização do Giro, anunciou esta semana, o percurso da prova italiana para a edição de 2016. O Giro do próximo ano contará com 3 contra-relógios, e, à primeira vista, 7 etapas de montanha, numa corrida que irá de encontro às pretensões de ciclistas versáteis, oferecendo oportunidades para todos ao longo da competição. Bas...icamente teremos uma prova em crescendo de dificuldade, ou seja, uma primeira semana sem grandes dificuldade e muito acessível, uma segunda semana onde se irão fazer as primeiras grandes diferenças e uma terceira semana onde tudo se irá decidir e que engloba as tiradas mais complicadas.
A primeira Grande Volta da temporada terá início marcado para Sexta-Feira, dia 6 de Maio, e a 1ª etapa é um contra-relógio individual de 9.8 kms em Apeldoorn, na Holanda. A corrida não terá início a um Sábado, como é habitual, de modo a que se consiga fazer 3 dias de descanso, o primeiro deles logo após 3 tiradas, todas na Holanda, e para que seja possível fazer uma viagem mais tranquila para Itália.
O fim-de-semana que inclui as 2ª e 3ª etapas nos Países Baixos são completamente planas, mas podem marcar muitas diferenças. Nas tiradas iniciais existe sempre bastante nervosismo, o que pode levar a quedas, mas também a cortes no pelotão, provocadas pelo vento que se sente de forma assaz naquela região.
Após uma longa viagem e transferência, e já em Itália, a etapa 4 terá os primeiros vestígios de montanha, mas não será suficientemente duro para fazer grandes diferenças e na tirada 5 os sprinters têm mais oportunidade de brilhar. A primeira etapa de alta montanha, onde o espectáculo da luta pela geral vai começar surge nos Apeninos, na tirada 6, com a subida final a ter quase 20 kms, mas sem uma dificuldade extraordinária.
A etapa 7 terá, de novo, os homens rápidos em destaque e o dia seguinte poderá ir para um corredor em fuga ou para um especialista em clássicas, numa etapa de média montanha. O 2º dos contra-relógios vem logo de seguida, serão 40.4 kms em Chianti num percurso relativamente acidentado.
Segue-se o 2º dia de descanso e a 10ª tirada, que é a segunda etapa de montanha e de chegada em alto, mas de novo sem uma dificuldade extrema. Os sprinters terão mais chances nas 11ª e 12ª etapas e a montanha regressa na 13ª tirada, mas desta vez sem chegada em alto. É um dia que inclui 4 subidas bem complicadas e onde poderemos ver ciclistas que estejam envolvidos na luta pela classificação geral atacarem de longe.
A 2ª semana tem um final bem complicado, a 14ª etapa tem várias subidas míticos e um desnível positivo assombroso, não termina em alto, mas é quase como se terminasse, visto que após a última ascensão o terreno é sempre a descer. Por fim, o 15º dia da competição é uma crono-escalada de 10.8 kms no AlpediSiusu.
O 3º e último dia de descanso é muito bem-vindo nesta fase, ainda mais quando os corredores terão uma 3ª semana absolutamente diabólica onde a competição se irá decidir. Logo a 16ª tirada pode fazer enormes diferenças, é uma jornada de 133 kms com chegada em alto, daquelas etapas curtas que costumam ser muito atacadas. O 17º dia é relativamente plano e a penúltima oportunidade para os sprinters e as suas equipas e a 18ª etapa tem uns muito cansativos 234 kms, num dia de dureza, mas com média montanha no geral.
As 2 últimas etapas irão decidir tudo nos temidos Alpes Franceses. A 19ª etapa inclui o Cima Coppi, que este ano será no Colle dell’Agnello, antes da chegada em alto na estância de Risoul e a 20ª e penúltima etapa promete e de que maneira. Tem apenas 134 kms, o que poderá permitir espectáculo desde o tiro de partida e a ascensão final, o Colle della Lombarda tem 21.2 kms. Aí podem perder-se muitos minutos. O Giro termina em Turim com a tradicional etapa de consagração.
O percurso promete e o alinhamento também tem tudo para ser de grande qualidade, apesar da ausência, já declarada de nomes como Quintana, Froome ou Contador. Vincenzo Nibali já disse que queria voltar a ganhar o Giro em 2016, enquanto que Fabio Aru irá focar-se mais no Tour e possivelmente a defender o título conquistado na Vuelta. Se isto se confirmar, Nibali será, claramente, o grande favorito, mas não descurem a Sky, que tem imensas opções e que contratou Mikel Landa para o basco rivalizar com os melhores nesta competição italiana. Após o que mostrou na Vuelta, é possível que tenhamos Tom Dumoulin a alinhar no Giro de 2016, o que também lhe permitiria focar-se atempadamente nos Jogos Olímpicos e correr uma Grande Volta que tem o percurso à sua medida.
Das restantas formações, veremos o que a Movistar faz. Se apostam em Amador, Visconti ou Izagirre, nomes mais discretos, ou se enviam Alejandro Valverde, que ainda parece estar para as curvas. A Lotto Jumbo e a Tinkoff já anunciaram que Robert Gesink e RafalMajka serão, respectivamente, dessas formações, e ambos serão fortes candidatos ao pódio. Apesar de o percurso não lhe assentar tão bem, tenham sempre em atenção Domenico Pozzovivo, na sua competição favorita. Veremos se Rigoberto Uran regressa a uma prova onde já foi muito feliz, ele que melhorou muito nos contra-relógios e que pode beneficiar com este percurso. Por fim, será curioso quem a BMC irá trazer como líder (Porte, Van Garderen ou Caruso) e que sprinters irão focar-se nesta prova e que homens rápidos irão guardar-se para o Tour.
O vídeo que apresentamos em seguida é da autoria da RCS Sport, organizadora da prova italiana.

MM

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