Powered By Blogger

sábado, 3 de dezembro de 2016

BIKES ACR.

Casacos / Clças / Calções / Manguitos / Pernitos / Gorros/ MTB / Road / ##FORCE##BIKES##ACR www.bikesacr.com
MM

Casa Branca, Sousel

Casa Branca, Sousel

Casa Branca, Sousel

Eu acompanhava sempre o meu pai.
Lembro-me das ruas de terra e pedras soltas. 
Essa não é uma memória construída porque nunca ninguém me descreveu as 
ruas que recordo.
 As histórias que o meu pai repetia não obrigavam a uma descrição das ruas por pavimentar.
 Quando os meus tios contavam essas histórias, pareciam outras nas palavras deles, 
mas mesmo assim não incluíam esses caminhos de terra e pedras. 
Essa é uma memória minha. 
Eu era muito pequeno, tinha quatro ou cinco anos e, no entanto, desde então, não 
há uma vez em que regresse lá e que não me lembre dessa imagem.
Esta era a casa dos teus avós, dizia o meu pai sempre que passávamos diante da porta. 
A voz que não escolhia demonstrava a importância dessa informação, comovia-se sempre
 um pouco. 
Na terra onde nasceu, em Casa Branca, no concelho de Sousel, o meu pai comovia-se 
com muitas coisas. Quando se juntava aos meus tios, contavam histórias durante horas, 
repetiam-nas, e ora lhes dava para rir, ora lhes dava para chorar.
Por pudor, culpavam o vinho tinto ou qualquer outra criatura que não tivesse voz para se 
defender. Mas isso era já depois das lágrimas lhes terem escorrido pela cara. 
Com cinco anos, com dez anos, com quinze anos, eu ficava sempre impressionado 
quando os via chorar. 
Eram meia dúzia de homens, com barba por fazer em dias de trabalho, ou perfumados 
com after-shave em dias de festa, a chorarem.
E, em algum momento das voltas que tínhamos para dar, entrávamos na sala da minha tia,
 única menina numa casa de rapazes, ela e cinco irmãos. 
Tantos anos depois, o meu pai e os meus tios mantinham esse cuidado intacto. 
A minha tia de porcelana chamava-me o mesmo nome que chamava ao meu pai, 
a mesma pronúncia, a mesma maneira.
O meu pai era o filho mais novo e eu era o seu filho mais novo. 
O meu pai tinha sobrinhos que eram quase da sua idade. 
Esses primos tinham filhos que eram quase da minha idade, primos elevados ao quadrado. 
Quando entrávamos em Casa Branca, eu sentia que todas as pessoas com que nos 
cruzávamos eram minhas primas.
Quando o meu pai andava atrás da minha mãe, chegou a ir de bicicleta entre a terra dele, 
Casa Branca, e a terra onde foi morar e onde eu nasci, Galveias. 
Quem não sabe medir mundos, pode achar que são lugares separados apenas por 
algumas dezenas de quilómetros, que a estrada é boa. 
Custa explicar a quem não tenha ligação com a terra, com o chão, a grande diferença que
 fez na vida do meu pai mudar-se de uma aldeia para outra, deixar de viver no lugar de 
onde era.
Nas histórias que me contou até que as decorasse completamente, o meu pai queria 
que eu soubesse, que não me esquecesse. 
E sei que essas histórias aconteceram naquela casa, por detrás da porta por onde 
passávamos, naquelas ruas de terra e pedras soltas, ainda por pavimentar. 
E não me esqueci de cada uma delas, lembro-me de estar lá, em Casa Branca, a vivê-las, 
mesmo quando aconteceram muito antes do dia em que nasci.
Essas, claro, são memórias construídas, o que não é de estranhar porque o meu pai era
um construtor.
por José Luís Peixoto
EM: http://upmagazine-tap.com/#casa-branca-sousel
MM

5 QUINAS - PROMOÇÃO NATAL.

MM

Andrea Gasperazzo

Resultado de imagem para Andrea Gasperazzo
MM

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

MONTEJUNTO BIKE DAY

MM

VIDA

MM

Charme sobre duas rodas ou será Qualidade de vida? ?


A busca por uma melhor qualidade de vida tem feito com que o número de mulheres ciclistas em todo o mundo venha aumentando consideravelmente nos últimos anos, sobretudo na última década. 
Dados publicados pela revista norte-americana Scientific American Magazine mostram que na Alemanha, atualmente, 49% dos bikers são mulheres. 
Já na Holanda, que é considerado o país das bicicletas, esse número sobe para 55%. Outro estudo que chama a atenção foi o conduzido pela consultoria Gluskin Townley Group, que apontou um crescimento de 8% no número de mulheres que usam a bicicleta por mais de 110 dias ao ano nos Estados Unidos, isso somente na primeira década deste século.
Sem dar bolas para tabus, cada vez mais mulheres encaram as ruas das cidades de bicicleta e descobrem os benefícios na qualidade de vida
Por mais qualidade de vida
No mundo de hoje, onde o trânsito é cada vez mais caótico e as pessoas têm cada vez menos tempo para cuidar de si mesmas e de se socializar, a bike tem se tornado uma espécie de refúgio. 
Para muitas mulheres, mais que fazer bem ao corpo, pedalar é um meio de fugir do estresse, relaxar a mente e manter a auto estima elevada, seja como lazer, desporto, como forma de interagir com outras pessoas ou mesmo como meio de transporte para o dia a dia.
Com a implantação das ciclovias, é cada vez mais comum encontrar mulheres indo para o trabalho de bicicleta.  
Nada de sexo frágil
Muitas mulheres acabam por aderir ao pedal depois de ver outras mulheres de bicicleta pela cidade, desmistificando a ideia de sexo frágil, o que gera confiança e faz com que elas deixem de lado medos e receios.
 “Quando se conhece a bicicleta, rotas alternativas e mais sobre o assunto, o medo diminui e pedalar se torna um grande prazer”, aconselha-se as mulheres que se sentem inseguras para começar a pedalar a tirar dúvidas com outras ciclistas ou a procurar um grupo para se juntar.
Assunto que antes era dominado apenas pelo público masculino, a mecânica da bike também deixou de ser um empecilho para as mulheres que pedalam e prezam pela autossuficiência. “Fiz curso preparatório de mecânica de bicicleta para não ficar na mão. Para ter independência, é preciso se virar sozinha”, diz a jornalista Sônia Skroski, 62, que pedala com o grupo Saia na Noite. 
Além dos cursos, muitas vezes organizados pelos próprios grupos de ciclistas, elas também compartilham informações e contam com a assistência de colegas mais experientes na hora fazer algum reparo na bicicleta. 
“Somos obrigadas a colocar a mão na massa.
 Caso uma não saiba, a outra ajuda”, ressalta Fernanda Espíndola, 31, uma das fundadoras do grupo catarinense As Belas da Bike. 
Sem Perder o Charme
Outro fator que seria um obstáculo para mulheres que pensam em adotar a bicicleta como meio de transporte é a roupa. 
Pedalar de salto alto, saia ou qualquer traje mais alinhado parece algo inconcebível, mas muitas delas mostram que não.
 “Acho que isso vai muito do estilo de cada uma.
MM

Liz Hatch

Mulheres. 
Bicicletas. 
É preciso dizer mais?

Mulher bonita, Cerveja e Bicicleta = Homem Sortudo...



E agora algumas das ciclistas mais sexy da actualidade...


Uma das fotos mais famosas de Liz Hatch.... Vá-se lá saber porquê :-)
MM