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terça-feira, 9 de novembro de 2021

O Caçador de Elefantes Invisíveis

 

Mia Couto volta a um género literário que pratica com reconhecida mestria desde a sua primeira obra em prosa, a coletânea Vozes Anoitecidas, que a Caminho publicou no já longínquo ano de 1987.

O Caçador de Elefantes Invisíveis recolhe sob este título, que é também o de um dos contos antologiados, as belas histórias que a revista Visão vem publicando mensalmente. Aproveitou a oportunidade para lhes dar uma demão, mais ou menos intensa aqui e ali, e presenteia-nos com um livro que está à altura das melhores obras que neste género se escreveram em língua portuguesa.

O estilo é sóbrio e preciso, os temas são vários e diversos, o lugar donde o autor vê o mundo e o retrata neste livro é tão amplo que nele cabe tudo. Entre a história do pobre velho, ou melhor, de um velho pobre que recebe em casa um enfermeiro em serviço de rastreio da covid 19, e, já no fim do livro, a conversa das estátuas que descem dos seus pedestais, descem e não são derrubadas, para conversarem sobre os males e os equívocos deste mundo, entre uma e outra destas histórias o leitor encontra  personagens e cenas que não lhe sairão tão cedo da memória.

O Caçador de Elefantes Invisíveis é uma vez mais Mia Couto no seu melhor.

Pode ser adquirido em:https://www.fnac.pt/O-Cacador-de-Elefantes-Invisiveis-Mia-Couto/a9335792?gclid=Cj0KCQiAsqOMBhDFARIsAFBTN3fs15Vo0oa9nD3etzV_AUQBkyzGSmTr4BZ-h_QwUOBtv30cIJ65dOAaAk-HEALw_wcB&origin=google_pla_promotion

MM


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