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sábado, 7 de maio de 2016

XII BTT TERRUGEM

 XII BTT TERRUGEM


RUA DO CRUZEIRO, N35A - TERRUGEM
, TERRUGEM, LISBOA


QUANDO?
 03/07 2016
DOMINGO, ÀS 09:00



INSCRIÇÕES ATÉ
15/05 2016
DOMINGO, ÀS 23:59
INSCRIÇÃO
€ 10.00
ALMOÇO
€ 7.50
ACOMPANHANTES
€ 7.50


 
MM

11ª MARATONA VALE DO SADO

11ª MARATONA VALE DO SADO


ALCÁCER DO SAL, SETÚBAL


QUANDO?
 03/07 2016
DOMINGO, ÀS 09:00



INSCRIÇÕES ATÉ
29/06 2016
QUARTA, ÀS 23:59
INSCRIÇÃO
€ 13.00
ALMOÇO
€ 8.00
ACOMPANHANTES
€ 10.00


 
MM

Subir o equivalente ao Everest num dia.

Subir, subir, subir. Há ciclistas que não podem ver uma subida sem se fazerem a ela.
É o seu prato preferido.
O norte-americano Craig Cannon é um deles. Conta que começou a andar de bicicleta na estrada e as subidas foram amor à primeira vista.
Diz que fica num estado medidativo quando enfrenta uma subida pela primeira vez e desconhece o que encontra a seguir a cada curva.
Outra subida, provavelmente, e outra logo a seguir.
Quando soube que havia quem sentisse o mesmo e que até já havia uma lista de locais nos Estados Unidos, criada por um grupo de australianos, adequados para ciclistas que quisessem pedalar o equivalente a cumprir a ascensão do Monte Evereste e do seu pico, o mais elevado do mundo, Cannon só teve que descobrir um buraco na agenda para tentar subir num dia os 8.848 metros equivalentes (29.029 pés).
O mesmo que ascender da Covilhã ao topo da Serra da Estrela 7,4 vezes
Escolheu um troço de 2,2 quilómetros numa estrada que atravessa o Parque Regional Tilden, perto de Berkeley, Califórnia.
Cannon, em 1.º plano
Montou uma bicicleta a partir de um quadro de aço usado, abasteceu o carro com água e comida, como base de apoio, e começou a subir (e a descer).
Quando cumpriu 11.000 pés de ganho de elevação dos 29.029 totais sentiu-se ainda distante do objetivo. Pouco mais de um terço subido e já com muitas horas em cima da bicicleta.
A esperança renovou-se quando chegou ao 18.000 pés.
 “Sabia que ia conseguir”, relatou depois.
“A monotonia de fazer as mesmas subidas uma e outra vez permite-me parar de pensar.
Ouço música, muitas vezes dos anos 80, como Doobie Brothers ou Hall & Oates, porque me faz rir”, conta. Depois de terminar, apetecia-lhe mais, confessa.
Em Agosto, Craig Cannon bateu o recorde mundial para a maior ascensão conseguida em 48 horas: 95,623 pés (29.145 metros).
A receita para tamanha resistência de trepador não tem nenhuns ingredientes especiais.
É spin, spin, spin.
Na bicicleta usa pratos de 50 e de 34 dentes e a cassete é uma 11-32.
Depois é ingerir comida a sério, como lhe chama.
No seu caso é mais pizza, mas também batatas laminadas torradas em sal marinho, queijo parmesão ralado e azeite.
E muito divertimento, claro!
De acordo com o seu registo no Strava, este ano já cumpriu um desnível ascendente de de 205 quilómetros…

Novo tipo de suporte.

(via Milano Fixed Archive » portabici)
Eis aqui uma nova forma de pendurar a sua bike.
Muito original.
MM

Katie Holmes.

Katie Holmes com a sua filha.
MM

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Pedal, Mulher e Menstruação.

Pedalar ou não pedalar naqueles dias? Eis a questão.
 
Georgy Kurasov Painel do pintor russo Georgy Kurasov
Será? A verdade é que essa não deveria ser uma dúvida para tantas mulheres.
Sair de casa de bicicleta no período menstrual pode ser algo incômodo, mas também pode não fazer diferença alguma.
Tudo depende da maneira como você lida com o sangue que sai do seu corpo, que insisto em dizer; não tem nada de sujo e tão pouco sombrio.
O sangue menstrual é a prova de que estamos viva nos mais amplos sentidos e recebê-lo todo mês com maturidade é algo transformador.
Muitas ciclistas relatam que o ato de pedalar com frequência desenvolve melhor o músculo do abdômen evitando as tão indesejadas cólicas.
Mas o grande empecilho para as ciclistas naqueles dias, é com certeza o absorvente tradicional.
Uma invenção que já libertou muitas mulheres de toalhas e baldes vermelhos, mas que entre os lábios vaginais e o selim é um terror de desconforto.
O algodão amassa, as abas desgrudam e quando você vê as coisas não estão como você esperava. Muitas vão dizer:
“ É por isso que eu só pedalo com absorvente interno!”.
Está certo, o tampão está lá dentro e logo você não terá os problemas que teria com um absorvente externo.
 Mas existe uma série de outros problemas relacionados ao uso do popularmente conhecido OB, a começar pelo material com qual eles são feitos; extremamente desagradáveis para pele (por isso mesmo é tão difícil colocar um após o outro), além de serem um estufa para muitos tipos de bactéria, inclusive para a Staphylococcus aureus.
Palavra difícil que dá nome a bactéria responsável pela Síndrome do Choque Tóxico, um doença que pode matar e que majoritariamente se manifesta em mulheres e através da absorção do material sintético presente nos absorventes (externos e internos). Mas o que fazer então, voltar para as toalhinhas?
(Não!) Pode parecer milagre, merchandising, mas juro que não estou recebendo nada por isso.
A dica é de mais uma mulher empoderada e feliz com a descoberta do coletor menstrual.
Uma tecnologia revolucionária que liberta mulheres de todo o mundo, principalmente aquelas com menos recursos.
Como é o caso de muitas africanas que se ausentam da sala de aula durante todo o ciclo menstrual, ou até mesmo utilizam barro e cascas de árvores para tentar absorver o fluxo.

 Divulgação Coletores menstruais de diferentes marcas e cores Como funciona O coletor menstrual nada mais é do que um copinho bem desenhado, feito de silicone cirúrgico, que pode durar até dez anos (Sim, eu disse 10 anos!!!) e que se instala entre dois músculos do canal vaginal (mais embaixo de onde fica o absorvente interno), produzindo um vácuo que coleta o sangue por até doze horas.
E na hora de tirar, basta descartar o sangue no vaso sanitário (essa sim é uma cena inacreditavelmente sensível) e lavar com água e sabão neutro.
No final de cada ciclo é aconselhado que se ferva um pouco d’água e deixe o coletor em banho maria por cinco minutos.
Vale acrescentar que ele pode ser usado sem pausas, inclusive durante uma noite de sono. É só fazer a higiene e recolocar.
Ecologicamente correto Agora olhe para outro lado e imagine os benefícios não só para saúde da mulher, mas também para a do planeta.
Um comparativo realizado pela empresa Miss Cup, que produziu o primeiro coletor menstrual brasileiro, mostra que o uso do mesmo evita a produção de 100 quilos de lixo ao longo da vida fértil de uma mulher.
Acessibilidade Em um primeiro momento o preço médio entre 65 e 85 reais pode parecer exorbitante, mas toda mulher pode fazer uma conta rápida de quanto gasta com absorventes comuns (no caso, externos) todos os meses.
Pensando por baixo, precisam de ao menos duas caixinhas de absorventes diurnos e uma de noturnos (cada uma costuma ter oito tampões).
Se uma caixinha de absorventes diurnos custa em média seis reais, e a de noturnos oito reais.
Todo mês são vinte reais jogados no lixo, literalmente.
 Juntando esses gastos, em no máximo quatro meses a pessoa compra um coletor menstrual.
Por questões de eu não estar sendo paga para isso, não vou citar as marcas que já atuam no mercado com o produto.
Mas, com uma rápida busca no google você irá encontrar algumas opções.
Espero que com esse texto muitas mulheres se libertem e descubram que assim como a mobilidade, a maneira como lidamos com nossa menstruação pode ser questionada e tratada de forma mais ecológica e empoderadora.
Boa pedala a todas.
Todos dias!
- See more at: http://www.bikeelegal.com/noticia/3363/diario-das-magrelas_-pedal_-mulher-e-menstruacao#sthash.yoIsy4x5.dpuf
MM

Mulher, bicicleta e autonomia.

Mulher, bicicleta e autonomia

Nós não somos frágeis. Nos impuseram esse papel.


“Mulheres de bicicleta ainda remetem muitos à imagem de uma tripla fragilidade: de gênero, transporte e vida. Valorizamos esta última, mas combatemos as duas primeiras”.

Há alguns anos, recebi essa explicação de Drielle Alarcon, uma das fundadoras do coletivo de pedal feminino Pedalinas.
Essa construção lógica é gritante dentro da nossa sociedade e se tornou cada vez mais alarmante para mim, conforme fui digerindo o assunto ao longo dos anos.

As fragilidades citadas não nos são inerentes, mas construídas e legitimadas por determinadas camadas da sociedade, que ganham com a falta de autonomia dos indivíduos e de grupos constituídos.

bik4geni

A bicicleta, um dos elementos frágeis dessa imagem, é coincidentemente um dos maiores instrumentos de libertação que conheço.
Ela possibilita uma independência frente a várias necessidades de consumo e faz da pessoa o motor do próprio deslocamento, o que eu entendo como fundamental em um processo de aquisição de autonomia.

Ela abre alternativas de mobilidade num sistema já lotado de velhas respostas e que sempre ganha com a marginalização e a imobilidade do ser humano.
A maior beleza da bicicleta é essa: ser libertadora e, por isso, capaz de gerar em seus usuários uma nova sensibilidade dentro de cenários gastos e que primam por respostas prontas.

O outro elemento supostamente frágil é a mulher.
Cuotidianamente somos colocadas num lugar onde nosso potencial é subestimado ou mesmo reprimido, de maneira consciente ou não.
Como mecânica de bicicletas, minha autonomia era sempre questionada e usurpada em pequenos gestos, desde a oferta de ajuda relacionada à destreza ou força física – argumento mais recorrente -, até o comentário de homens sobre como nunca tinham visto uma mulher mecânica. Muitos clientes quiseram colocar no estande a bike que eles consideravam pesada, pois achavam que aquilo era demais pra mim.
Cheguei a ter homem parado na porta da oficina, observando meu trabalho por minutos a fio, pois “nunca tinha visto uma mulher fazendo esse tipo de trabalho”.

Experiências como essas me levaram a crer que é a alienação do potencial de trabalho manual e autônomo que fragiliza tanto a mulher quanto a bicicleta, e qualquer outro elemento que venha a romper com as estruturas que se alimentam da dependência do ser humano.
É cada vez mais claro que não é interessante a autonomia das pessoas, pois ela não gera lucros obscenos nem subserviência.

Para mim, a força inerente a uma mulher que não somente usa um instrumento libertador, mas também é autônoma em relação à manutenção dele e tem essa manutenção como ofício, era uma realidade cotidiana.
Mas descobri que ainda era uma questão para muitos. Ao longo do tempo, essas questões deixaram cada vez mais claro em que mundo eu vivo: um mundo disposto a questionar sempre a liberdade daqueles de quem não se espera uma independência. Um questionamento que muitas vezes não era propositivo e um deslumbramento em cima dessa profissão que, por trás, deixava claro quanto atos simples podem ser tão dissidentes e perigosos.

Há estudos que mostram que o nível de viabilidade ciclística de uma cidade pode ser medido pelo número de mulheres pedalando.
A primeira vez que eu li isso pareceu positivo. Hoje em dia fico frustrada ao entender exatamente o porquê da necessidade de ruas mais bem iluminadas e de vias melhor estruturadas para que mulheres pedalem. Mulheres “precisam” de estruturas mais seguras.

Não somos frágeis

Quando eu ouço “tem poucas mulheres no cicloativismo” ou “poucas mulheres têm esse tipo de trabalho”, minha reação imediata não é ficar triste com as mulheres por elas não se engajarem, mas sim refletir sobre a forma como a sociedade cria suas mulheres e quais os cenários que nos são apresentados desde que somos pequenas.
Como mulher, eu aprendi que nenhum lugar é seguro, algo que nem passa pela cabeça de muitos homens.
Não tem nada de errado em chamar sua filha de linda desde cedo, mas por que não somar a isso outros adjetivos como independente, livre, inteligente, questionadora, forte, dona de seu próprio destino?

Essa opressão cotidiana aparece sob diversas formas e se efetiva na demarcação de limites.
Qualquer pessoa pode até se sentir protegida dentro dessa delimitação, mas no dia a dia esquecemos de pensar o porquê desses limites e pra quem eles trazem benefícios.

As pessoas mais fortes que tenho ao meu redor são mulheres, e são elas que com mais frequência recebo chorando no bar que tenho hoje. Essa imagem construída de fragilidade impõe a necessidade de uma força multiplicada, de uma energia e de uma sensibilidade ímpares. E o choro não é a fragilidade, é o extravasar das pequenas violências que todas sofremos no dia a dia.

O uso da bike, a mecânica da bike e a experiência da coletividade me trouxeram uma noção de companheirismo com outras mulheres, da importância do apoio que devemos dar umas às outras.
E a noção do quanto essa fragilidade imposta, essa opressão cotidiana diluída no mar gigantesco do mundo, nos protege menos que nossa própria força, nosso foco, nossa organização, nosso senso de comunidade.

Nós não somos frágeis.
Nos impuseram esse papel, nos violentaram e agrediram, aberta ou sutilmente, ao longo de anos, até muitas de nós acreditarmos nisso.
A bicicleta é um começo do processo da libertação de muitas mulheres, por isso ela é perigosa.
Assim como a mulher ter consciência da sua força é perigoso.

A quem interessa manter essa imagem de dupla fragilidade?
Quem sai ganhando com a submissão das mulheres ou da bicicleta?
Quem sai ganhando com a submissão de uma mulher de bicicleta?

 Ilustração: Larice Barbosa

MM

Lokelani McMichael.

Lokelani McMichael. YOU GO, GIRL http://selfieonbike.com/
Se você tem um objetivo, ir para ele!
Se o seu objetivo parece assustador, confira o que Lokelani fez aos 18 anos de idade.
Inspiração para todas as mulheres jovens!
Lokelani McMichael é um triatleta americana, surfista e modelo.
Em outubro de 1995, ela tornou-se a cantora mais jovem a terminar o Ironman Havaí.
McMichael tem sido destaque em GQ, Forma, Triatleta, mundo do corredor, Saúde Masculina e várias outras revistas.
Seus pais têm uma loja de surf popular em Kailua-Kona (casa do Ironman) e forneceu a segurança da água para a parte de natação por muitos anos.
Lokelani McMichael, cujo nome verdadeiro é Lokelani'lei Makamae, entrou no seu primeiro triathlon de Ironman em 1995.
Ela tinha 18 anos de idade, e ela bateu cerca de 48 mil pessoas para se tornar elegível para uma das 2.000 ou mais pontos no triathlon 140,6 milhas .
A conquista também acolocou no Guinness Book of World Records como a mulher mais jovem a terminar o Ironman.
Lokelani McMichael,
"Você vai, menina!"
Lokelani McMichael. YOU GO, GIRL http://selfieonbike.com/

MM

Musculação.


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Dizem que o tempo ameniza
Isto é faltar com a verdade
Dor real se fortalece
Como os músculos, com a idade

É um teste no sofrimento
Mas não o debelaria
Se o tempo fosse remédio
Nenhum mal existiria
MM

Bike in Style Like Erin Heatherton

MM