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sexta-feira, 5 de junho de 2015

TASTY BIKE.

TASTY BIKE: UMA CAFETERIA SOBRE RODAS NO BRASIL

Aqui no Mexido de Ideias nós já falamos sobre as cafeterias sobre rodas, que são sucesso nos Estados Unidos e na Europa. E não é que a novidade também chegou por aqui? Descobrimos aTasty Bike, uma ideia das amigas Carolina Feld, Carolina França e Fernanda Parlato. Pensando em melhorar a qualidade dos coffee breaks de eventos corporativos, elas criaram a empresa que oferece bebidas e lanches na hora dessa pausa nos trabalhos.
Tasty Bike Uma cafeteria sobre rodas no Brasil   Tasty Bike: Uma cafeteria sobre rodas no Brasil
O negócio itinerante já conta com duas bikes/cafeterias. Segundo Carolina França, elas servem café espresso, latte, chocolate quente e uma criação exclusiva de cappuccino (feito com espresso, leite vaporizado, um tablete de cacau e açúcar mascavo). Para acompanhar, também servem bolos e salgados. Elas já circularam por grandes eventos fechados, como o Brasil Game Show, além de estarem presentes em atividades ao ar livre, como nos food parks, novidade gastronômica que faz sucesso entre os paulistanos nos fins de semana.
Apaixonadas por café e por uma ideia
Além de diretora financeira da empresa, Carolina Feld também é gerente de produtos de uma marca de roupas. Já Fernanda se dedica exclusivamente ao negócio como diretora comercial. Enquanto isso, Carolina França se divide entre as bikes e o jornalismo, sua profissão de formação.
Tasty Bike Uma cafeteria sobre rodas no Brasil2   Tasty Bike: Uma cafeteria sobre rodas no Brasil
“Também sou apaixonada por café, então virei nosso ‘piloto de testes’. A bebida sempre fez parte da minha vida a ponto de ser lembrada pelos amigos em tudo o que se relaciona ao grão. Porém, todas nós sempre compartilhamos da crença de que um bom café é essencial para todos que trabalham. Esse foi o ponto de partida da nossa ideia”, diz França, em um bate-papo exclusivo com o Mexido de Ideias.
Para alcançar a qualidade desejada, as três fizeram curso de barista e aprenderam a operar as máquinas e preparar diferentes drinks. “Todas nós pilotamos as bikes, o caixa, a máquina de café e o que mais precisar”, completa Carolina.
Para saber mais sobre a Tasty Bike e onde ela costuma estacionar na cidade de São Paulo (SP), basta acessar a página no Facebook da empresa.
E nós ficamos felizes em conhecer um das pioneiras em coffee bikes no Brasil! Afinal, somos apaixonados por ideias cafeinadas.

MM

IV MARATONA BTT TERMAS DA SÚLFURIA.



CABEÇO DE VIDE - 12 JULHO


PROGRAMA:
- 08:00H - Abertura do Secretariado
- 09:00H - Arranque da Prova
- 13:00H - Almoço
- 13:30H - Entrega Prémios


CONCENTRAÇÃO:
- Termas da Sulfúria - Cabeço de Vide


PERCURSOS:
- Meia Maratona 40 Km
- Maratona 80 Km (2 x percurso 40 km)


INSCRIÇÕES:
Através do site do Município em:

- Com Almoço 12 pedaladas
- Sem Almoço 10 pedaladas
- Acompanhantes 8 pedaladas


A PARTICIPAÇÃO INCLUI:
- Reforço Alimentar 
- Seguro 
- Lavagem de Bicicletas
- Banhos 
- Almoço (caso se inscreva com essa opção)


PAGAMENTO:
- Inscrição válida após pagamento para o NIB:
0045 6431 4026 2137 2162 5 
e envio de comprovativo com o seu nome para: bttgdv@gmail.com


PRÉMIOS:
- 1º Classificado Masculino e Feminino
- 2º Classificado Masculino e Feminino
- 3º Classificado Masculino e Feminino
- Equipa com mais elementos
- Elemento mais Novo
- Elemento mais Velho

CONTATOS:
- João Calado 964 095 042
- Luis Barradas 964 888 764

MM

Passeio de BTT dos Caracois do BTT - Casa Branca - Sousel.


MM

Spotted: Lefty fork on Cannondale.


Spotted: Lefty fork on Cannondale gravel bike
Read more at http://velonews.competitor.com/2015/06/news/spotted-lefty-fork-on-cannondale-gravel-bike_372532#jrSPSd2oTqdBUZdV.99


MM

segunda-feira, 1 de junho de 2015

COMO LEVAR AS CRIANÇAS PARA A ESCOLA.



Este post é sobre bikes: “E o que fazer com as crianças?”. Mas vou um pouco além para abordar, de maneira mais geral, como levar as crianças pra escola. Esse post estou planejando há meses (na verdade era uma das idéias que inspirou a criação do blog), mas precisei de um tempo para colecionar todas as fotos necessárias. E ainda vou precisar pegar umas da internet. Mas vamos lá.


Então, a questão final de adotar bikes como meio de transporte: 
Mas não dá, eu tenho crianças pequenas!
Keine Sorge!
Os alemães tem mil e duzentas alternativas diferentes para levar o(s) nenê(s) na bike de maneira segura e confortável.
A primeira, mais prática e fácil, são as cadeirinhas de nenê que podem ir na frente ou atrás. Na frente é meio raro achar, porque acho que as opções são cadeirinhas menores. Para trás, as cadeiras disponíveis carregam crianças de 9 meses até 4 anos de idade. e são ajustáveis para encaixar sua criança que muda de tamanho a cada mês.
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E claro, você pode facilmente combinar ambos e colocar um nenê na frente e outro atrás.
Mas se vc ainda estiver na dúvida achando perigoso, ah, sei lá, eu sou meio desequilibrado, vou cair com a bike e as crianças, aí vai todo mundo ter que correr pro hospital, desastre, perigoso, awawa awawa. Ok, tem outras soluções.
Você pode também conectar à sua bike um trailer de criança. É super complexo, com cadeirinhas, cintos de segurança, fecha para não chover na criança, e tem carrinhos com tamanhos diferentes para uma ou duas crianças.
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Esses trailers são super práticos. Além de conectar à bike, você pode também levá-lo separado, quando estiver andando, como se fosse um carrinho de bebê. É super comum, por aqui, ver esses carrinhos conectados às bikes ou sendo levados à parte. São caros, claro, mais ou menos o preço de uma bike nova. Mas bem seguros e confortáveis.
Essas opções são as mais comuns: as cadeirinhas e os trailers.
Outras alternativas menos frequentemente encontráveis existem. Tem uma opção de trailer que fica na frente da bike, também. Mas esse eu só vi uma vez e nem consegui achar nenhuma foto.
A opção provavelmente mais simples e mais barata e adicionar um banquinho, que nem o banco da bike, só que menor, na frente. A criança fica sentadinha lá como se estivesse dirigindo a bicicleta.
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É provavelmente a opção menos segura, mas para percursos curtos e crianças um pouco maiores, que já conseguem se equilibrar bem, pode ser uma boa alternativa.
E uma outra alternativa, para crianças que já estejam aprendendo a andar nas suas próprias bicicletas, você pode conectar à sua bike uma meia-bicicleta infantil. Fica assim:
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Aí a criança já vai pedalando, mas você não precisa ir devagar para esperar o pentelhinho te alcançar. Nunca vi, mas achei na internet uma foto com uma meia-bicicleta-de-criança-para-duas-crianças-conectável-à-bike-de-adulto:
E com cestinha na frente e atrás, ainda!
E, claro, se você for paciente e não tiver pressa, tem opções de bicicletas infantis para crianças de praticamente qualquer idade. Para as mais pequenininhas, as bikes não tem pedal, a criança só senta e vai empurrando o chão.
Mas, como eu falei, eu ainda quero abordar algumas outras opções de nenêmóveis comuns por aqui…
Quando o tempo está bom, é frenquente ver professoras do jardim da infância e do primário levando a turminha pela cidade para um centro de esportes, para um museu, para um parquinho ou simplesmente passeando pela cidade para aprender alguma coisa. Numa cidade pequena como Dresden, as crianças sempre vão a pé, mesmo, em duplinhas, com dois ou três adultos tomando conta. São bonitinhos.
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Mas mais bonitinho ainda é quando as crianças ainda são bem pequenas, e para facilitar o passeio as tias colocam quatro ou cinco crianças sentadinhas num carrinho-de-mão fofo e colorido para ir empurrando:
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Bem engraçadinhos!
Mas claro, todas essas opções são para quando não tá muito frio, né… E como faz quando neva horrores?
Leve as crianças de trenó.
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É SUPER comum, quando neva, ver pais levando os pimpolhos para escola sentadinhos em trenozinhos de madeira. Fico imaginando as crianças acordando e vendo super felizes que nevou, e gritando pela casa: “MÃÃÃÃÃEEEE NEVOOOOU, VAMOS DE TRENÓ????””
E ainda dá pra conectar dois trenós e levar toda a criançada de uma vez só!
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Só cuidado para não perder nenhuma pelo caminho…
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MM

Os pequenos petizes.

PETIZES


Numa época em que se discute o tratamento que a justiça dá ou se pretende que dê às crianças, convém que recordemos o dia em que cada um dos nossos filhos conseguiu andar de bicicleta pela primeira vez sem rodinhas de apoio. 
Um dia descansado para nós que deixámos de correr dobrados atrás deles e um dia importante para os miúdos que sentiram mais uma conquista no seu crescimento. 
Os petizes da fotografia podem ser quaisquer uns. Aliás, nem sei quem sejam. S
ão miúdos do mundo, com direito a tudo, até a andar de bicicleta.
 Espero que tenham quem os ensine a largar as rodinhas.

MM

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Nadar abre mais o apetite do que correr ou andar de bicicleta.

Se pensa que nadar ajuda a emagrecer, engana-se. 
Segundo um grupo de investigadores, a natação pode abrir mais o apetite do que outros desportos realizados no solo, como a corrida.
Os benefícios da natação na saúde são semelhantes aos gerados por actividades aeróbicas terrestres como a corrida, a caminhada e o ciclismo. 
A afirmação é de Hirofumi Tanaka, director doLaboratório de Pesquisa do Envelhecimento Cardiovascular da Universidade de Texas, em Austin.
Para o investigador, a natação à semelhança de outros desportos é um “exercício aeróbico rítmico que pode ser realizado sem interrupção para melhorar a saúde cardiovascular e muscular”.
Segundo estudos realizados por Tanaka e outros investigadores, a natação “é muito eficaz na redução da pressão arterial e na melhoria da função vascular”, escreve o San Francisco Chronicle.
A natação não só ajuda a aumentar a resistência cardiovascular e cardiorespiratória, como também reforça a circulação de oxigénio por todo o corpo, ao mesmo tempo que fortalece braços, pernas, costas, ombros e trabalha os músculos abdominais e dorsais.
Outra das vantagens da natação, aponta Tanaka, é que, por ser praticada dentro de água, oferece flutuação e arrefecimento, o que leva a que “ a incidência de lesões ortopédicas e a taxa de doenças relacionadas com o calor sejam reduzidas”.
No entanto, a natação também possui uma desvantagem considerável: “abre mais o apetite do que os exercícios realizados no solo, como a corrida”, disse Tanaka, referindo-se à dificuldade em perder ou manter o peso corporal.
De acordo com um estudo realizado em 2005 sobre o hábito de praticar desporto e  a sua influência no peso corporal, que envolveu mais de 15 participantes de 53 a 57 anos, as pessoas que caminharam rapidamente, correram ou andaram de bicicleta não ganharam muito peso ao longo de uma década. Já as pessoas que nadaram estavam predispostas a engordar.
Apesar desta constatação, “é importante ressalvar que a natação é, sem dúvida, uma actividade benéfica devido a outros factores, especialmente para a saúde cardiovascular”, frisou Tanaka.

Ana M

segunda-feira, 25 de maio de 2015

GO PRO.

GoPro anuncia aparelho de transmissão ao vivo de imagens.

Quem acompanhou o X-Games de inverno 2015, teve a oportunidade de ver alguns atletas utilizando esse aparelho em algumas provas. O HEROCast é um aparelho feito para transmitir via rádio as imagens em HD diretamente da câmara.
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As imagens são mandadas em tempo real com resoluções de 1080/60fps e 720/60fps com formato H.264 bom baixíssima latência (atraso de transmissão).
O HEROCast funciona somente com a Hero4 Black e custa 7.500 dólares. Vale dizer que não é um equipamento para pessoas que gostam de filmar o pedal no final de semana e sim para transmissão de grandes eventos.
De acordo com o fabricante, ele tem bateria para transmitir imagens durante 40 minutos sem parar.

MM

Liberdade em duas rodas.

Mesmo contra - indicada por alguns médicos, a bicicleta ajudou a independência feminina.O costume de andar de bicicleta influenciou o vestuário feminino e ajudou as mulheres a se livrarem do espartilho. Ilustração do semanário O Rio Nu em 1903.
“Ela tem feito mais para emancipar as mulheres do que qualquer outra coisa no mundo”. Esta frase da líder feminista americana Susan Anthony (1820-1906) parece referir-se à pílula anticoncepcional ou a alguma outra coisa que possa ser facilmente identificada com a emancipação feminina. Mas ela trata da bicicleta. Na virada do século XX, esse veículo sobre duas rodas teve um papel mais importante do que se costuma crer na luta pelos direitos das mulheres, dando a elas autonomia para irem sozinhas de um lugar a outro e ajudando a enterrar as antigas roupas que limitavam seus movimentos.

Quando as primeiras mulheres começaram a pedalar, nem todos aprovaram o novo hábito. Alguns médicos achavam que essa atividade lhes faria mal. Para o médico francês Phillipe Tissié (1852-1935), poderia causar até abortos ou esterilidade feminina. Felizmente, houve na medicina quem pensasse diferente, como o também francês Ludovic O’Followell, que atestava: o ciclismo contribuía para a saúde e não era perigoso para a maternidade.

 Havia até médicos que julgavam a bicicleta indecente, porque daria prazer à mulher na fricção do selim em suas partes íntimas. O’Followell rebateu mais esse argumento. Ele disse que algumas jovens poderiam realmente sentir prazer ao pedalar, mas não se tratava de um problema do artefato, e sim daquelas “pouco honestas”, que faziam mau uso também de outros aparelhos. Ele achava que algumas poderiam sentir a mesma excitação no banco de um carro.

“Se, por azar, um passeio de bicicleta revela à ciclista uma nova satisfação genital, não é necessário concluir que a bicicleta cria depravadas. De resto, em investigação conduzida por nós com o propósito deste trabalho, foram negativas todas as respostas à pergunta: sentem algum prazer de ordem íntima quando pedalam? Não é necessário, portanto, acusar a bicicleta, mas sim a ciclista”, diz O’Followell no seu trabalho.

Ignorando os alertas médicos contra o ciclismo, francesas e americanas foram as primeiras a interessarem-se pela atividade, ainda no final do século XIX. As bicicletas da época já tinham um formato mais parecido com a atual e não lembravam tanto seus antecessores, os velocípedes, criados em 1863 pelos irmãos franceses Pierre (1813-1883) e Ernest Michaux (1841-?).

As feministas logo aderiram à novidade. “A mulher está a pedalar em direção ao sufrágio”, disse a americana Elizabeth Staton (1815-1902), citando outro direito ainda por conquistar na época. A bicicleta é “igualitária e niveladora” e ajuda a “libertar o nosso sexo”, afirmou a presidente da Liga Francesa de Direitos da Mulher, Maria Pognon (1844-1925). Entre os americanos, o ciclismo ficou ligado à figura da New Woman, que contestava os tradicionais papéis femininos envolvendo-se com movimentos reivindicatórios, principalmente pelo direito de voto.

Algumas pioneiras tentaram fazer carreira no ciclismo desportivo, mas essas iniciativas foram reprimidas e a organização de competições femininas foi proibida. Relacionando força, agilidade e velocidade, esse esporte deveria ser privilégio masculino. Para se manterem ativas e continuarem reivindicando a participação em campeonatos, as mulheres se envolveram, então, em desafios de distância e velocidade.

Em 1894, por exemplo, a americana Annie Kopchovsky (1870–1947) decidiu aceitar o desafio, lançado por dois clubes masculinos de Boston, de dar a volta ao mundo em cima de uma bicicleta. Adotou o sobrenome de Londonderry, em função de uma marca de água mineral que a patrocinava, e escandalizou a sociedade da época ao abandonar o tradicional papel de esposa e mãe para provar que podia fazer o mesmo que um homem. Ao voltar aos Estados Unidos um ano e três meses depois, foi saudada enfaticamente por The New York Times como a responsável pela mais incrível viagem realizada por uma mulher.
  
  As mulheres só se costumavam envolver mesmo como espetadoras. Eram exaltadas por “embelezarem” o espetáculo ou convocadas para “enfeitar” os velódromos em dias de provas especiais, como já faziam nas provas de turfe e remo.
Mas no dia a dia era diferente. Nos momentos de lazer, americanas e europeias já davam os seus passeios com mais frequência. Elas valiam-se das bicicletas para se locomover melhor, aumentar sua presença no espaço público, ir contra as normas sociais ou simplesmente se divertir.

 Afinal, o preço da bicicleta era bastante alto no país, o que restringia a sua aquisição aos mais ricos. Era clara a diferença entre os que podiam comprá-la e os que somente pedi-la emprestada.

A edição da revista paulistana A Bicycleta: Semanario Cyclistico Illustrado de 12 de junho de 1896 dá uma mostra do que se esperava de uma ciclista mulher – nunca deveria ferir as condições de fragilidade, elegância e delicadeza que lhe eram atribuídas – e de um homem:

A ciclista romântica:
– Ah! Como deve ser delicioso deixar-se uma pessoa ir deslizando na sua bicicleta, contemplando as miríades de estrelas ao luar.
O veloceman prático:
– É belo, mas uma distração poderá também fazer com que se as veja ao meio-dia.

Entre as mudanças nos hábitos femininos causados pelo ciclismo está a distensão nas roupas, como o fim do uso do incômodo espartilho, peça que dificultava ou mesmo impossibilitava o ato de pedalar. O doutor O’Followell, o mesmo que defendeu o uso das bicicletas pelas “honestas”, condenava o espartilho com veemência, pois agredia a anatomia feminina, trazendo prejuízos à saúde. À medida que andar sobre duas rodas foi se tornando mais comum, as mulheres também passaram a usar roupas mais curtas e justas.

 A revista A Bicycleta também tinha uma seção chamada “Às Cyclistas”, com dicas de modelitos femininos. Apesar disso, abandonar os espartilhos e as roupas pesadas ainda era uma realidade distante para as brasileiras, e mesmo para as francesas, algo que só foi mesmo ocorrendo no decorrer do século.

Na imprensa também se nota como os homens ficavam apreensivos com a novidade de ver mulheres sobre duas rodas. Nas suas “Notas Semanais” publicadas num Jornal de 21 de janeiro de 1900, o cartunista Bambino retrata, em charge intitulada “Consequências naturais”, algumas ciclistas pedalando pela cidade (com roupas menos elegantes do que as usadas pelas parisienses de Marguerite Saint Gene), enquanto dois cavalheiros bem-vestidos olham com expressão jocosa.

Apesar da desconfiança masculina, o envolvimento das mulheres com o ciclismo foi irreversível, um retrato dos avanços da época e, ao mesmo tempo, um argumento para ampliar a presença feminina no espaço público. Se a prática foi resultado de um processo de reivindicação, também foi estimulada por um mercado de entretenimento que começava a surgir numa sociedade marcada pelas ideias de espetáculo e consumo. Foi um ponto de partida para que, anos mais tarde, elas conquistassem também seu espaço como atletas nas competições desportivas.


A bicicleta permitiu que a mulher se locomovesse de modo independente e ajudou a acabar com as roupas que restringiam seus movimentos, como o espartilho

Saiba Mais - Bibliografia


Ana M

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Referência.

REFERENDUM I


Com tanta discussão na blogosfera, até parecia mal que O ciclista não assumisse posição sobre a matéria.

MM