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domingo, 9 de agosto de 2015

Bike Fit.

Em busca da receita pronta


Se existe um assunto que nunca vai cessar é a busca por uma receita para fazer o Bike Fit Caseiro. Após a publicação do Artigo “Fazendo seu próprio Bike fit?” vários foram os e-mails recebidos. Dentre os diversos assuntos abordados destaca-se justamente a busca por essa receita.
Perguntas do tipo: é verdade que a ponta do joelho tem de ficar alinhada com a ponta do pé? É correto que o guidão tem de esconder o cubo da roda dianteira quando olhamos de cima? Se eu medir a distância entre o guidão e selim pelo tamanho da meu cotovelo até a ponta dos dedos está correto? Nesse momento é preciso enfatizar mais uma vez: “não existe receita pronta, nem mesmo truques e dicas”. Um bom Fitter possui técnicas baseadas em estudos científicos que adotam como parâmetros a aferição de ângulos formados por pontos anatômicos específicos. Esses ângulos vão variar de acordo com as distâncias entre esses pontos quando se compara dois indivíduos. Somente assim é possível encontrar o perfeito posicionamento, onde é aproveitado o máximo de energia na pedalada obtendo o máximo em conforto.
Fora isso o que temos são mitos e lendas que de tanto serem repetidos, acabam tornando-se verdades.” Com a advento da
internet e do Ctrl+C/Ctrl+V essas receitas mirabolantes se difundiram entre os ciclistas de tal maneira que com certeza você já utilizou pelo menos uma dessas técnicas ao menos uma vez na vida.
O que a maioria do ciclistas querem saber é: “Existe uma maneira correta de ajustar a bike sem consultar um Fitter?”
A resposta é simples. Ajustar a bike sem consultar um Fitter é possível sim. Difícil será você saber se sua bike realmente esta no posicionamento correto ou não. Será difícil inclusive  saber se está utilizando o tamanho correto de quadro ou não. O simples fato de viver com essa dúvida faz com que toda vez que venha a sentir algum desconforto não saiba responder se tudo não passou de um breve desconforto ou se existe algo que pode ser melhorado no seu posicionamento.
Sabe quando você sai para pedalar com seus amigos e justamente naquela subida, você assiste todos eles dispararem na sua frente e ao chegar ao topo todos param para assistir você completar a subida. Nesse intervalo de tempo você fica pensando o que está errado. Será que tenho de trocar o grupo de marchas?  Será que essa bike está muito pesada? Será que não estou alimentando direito? Esse tempo é quase um purgatório onde você se martiriza procurando respostas para a sua falta de rendimento. Por várias vezes os colegas atribuem a falta de rendimento a um ajuste de posição e até mesmo dão dicas de como melhorar. O grande problema é que cada um dá uma dica diferente do outro. Um diz: “aumenta a altura do selim” o outro diz: “tem é que abaixar” um terceiro interrompe argumentando: “seu quadro é que está grande pra você.” Você em meio a esse turbilhão de dicas e sem saber o que fazer  recorre ao seu mecânico de preferência e que por sinal pedala a mais de vinte a anos e que já venceu várias provas de speed ou mountain bike e pede que ele ajuste pra você.
E nesse ponto é preciso fazer um parênteses em defesa desses profissionais. Quando eles ajustam o seu posicionamento a seu pedido, eles estão lhe oferecendo o que eles tem de melhor. Recebo constantemente em meu estúdio atletas que após terem suas bikes ajustadas reclamam que o mecânico “tal” fez errado. Mas ele não é Fitter, ele é mecânico que pedala a vários anos e que por meio de tentativa e erro conseguiu encontrar um ajuste de posicionamento que lhe oferece conforto. Dentro de seus conhecimentos acredita que esse posicionamento seja o ideal para qualquer pessoa. E se o ajuste não fica bom, ele não faz isso por maldade, apenas repassa o que julga ser o correto dento do seu entendimento.
O que acontece é que o melhor posicionamento para ele não é o melhor posicionamento para você. E nem mesmo ele tem certeza que aquele posicionamento é o melhor para si próprio, apenas não se sente incomodado. Para uma análise mais profunda precisamos saber que inclusive o posicionamento de uma mesma pessoa em uma bike de estrada é diferente do posicionamento de uma mesma pessoa em uma Mountain Bike. E até mesmo bicicletas da mesma modalidade apresentam geometrias diferentes, o que faz com que o Fit da bike altere para uma mesma pessoa. Mas isso vamos abordar em um novo tópico.
Vamos fazer uma analogia para entender melhor. É possível construir uma casa sem consultar um engenheiro? Claro que sim, e é até comum vermos pessoas sem nenhuma formação em construção civil construindo e vendendo casas. Mas minha pergunta é: Existe diferença entre essas duas casas? Sim e as diferenças são enormes.
A primeira a ser citada é a existência de um projeto onde se algum dia você precisar modificar qualquer parte da casa basta consultá-lo para saber onde passam os canos, a fiação elétrica, as colunas de sustentação, a rede de esgoto e assim por diante.
Outra fundamental é que ao contratar um engenheiro, caso algo venha a acontecer, você tem onde recorrer. Esses profissionais são filiados a um conselho profissional que regulamenta, registra e fiscaliza o profissional. Ao contratar um engenheiro você tem a segurança de que essa pessoa sabe o que está fazendo.
em busca da recieta pronta 02Num primeiro momento você pode pensar: “Que bobagem, existem tantas casas sem projetos que são muito boas”. Talvez quando se avalia o todo pode até parecer que não possuem diferenças, mas com o tempo aparece uma trinca aqui outra ali, pelo fato de não ter sido feita uma análise do solo com o respectivo cálculo de quantos quilos o terreno é capaz de suportar e ao ceder ao peso da construção as paredes criam fissuras. Quando chove as goteiras aparecem. Ao lavar um quintal a água empoça toda em um canto por não ter sido projetado uma descaída para escoamento. E assim por diante. Mas isso só aparece com o tempo.
Mas o que isso tem a ver com Bike Fit? Tudo. A idéia é a mesma.
Quando você faz o Bike Fit com um Fitter (profissional em bike fit) você tem a certeza de que a posição ajustada é a melhor para o seu conforto e aproveitamento de energia, isso sem dizer que ao final de uma prova ainda restará fôlego suficiente para investir no sprint da chegada. Quando não o faz, aparentemente está tudo bem, mas com o tempo o ajuste inadequado aparecerá em formas de inflamações e lesões que o afastará do esporte por um tempo.
O fato de o Fitter conhecer muito bem a Biomecânica do esporte, poderá assim planejar o posicionamento do atleta ao longo da evolução física no decorrer dos anos.
O que muitas pessoas confundem é pensar que o Bike Fit deve ser feito apenas quando está sentindo algum desconforto ou dor em alguma parte do corpo. Acontece que esse é apenas um dos objetivos do bike fit. Recebo constantemente em meu Estúdio atletas que competem em várias categorias tanto de speed quanto mountain bike, maioria deles com alguns títulos em seus currículos. Mesmo sem reclamar de nenhum desconforto durante a pedalada sempre acontece ajustes para o melhor aproveitamento da energia empregada. Nesse momento é muito importante elucidar que: “quem anda mais não é o atleta mais forte, mas sim aquele que consegue converter a energia aplicada no pedal em deslocamento”
Dentro desse pensamento é importante entender que um bom ajuste vai muito alem de diminuir ou aumentar a distancia entre o guidão e o selim.
Como então ter a certeza de que a pessoa que está ajustando sua bike sabe o que está fazendo? Esse assunto também fica para uma próxima oportunidade.
MM

sábado, 8 de agosto de 2015

Specialized Diverge Expert Carbon 2016.

oportunidade de testar pela primeira vez a Diverge, a bicicleta da modalidade Adventure Bike da Specialized.
Foto: Jesus Brenno

Muita gente acha que essa bicicleta tem o mesmo objetivo de uma bike de Cyclocross e na verdade elas tem proposta um pouco diferentes. A Adventure bike é uma bicicleta feita para andar no asfalto, atinge velocidades maiores com mais facilidade e tem uma performance bem razoável, mas também pode andar na terra caso você precise. Já a bicicleta de Cyclocross é uma bike feita para andar na terra, com uma relação mais leve e não tem muita performance no asfalto.
Explicadas as diferenças, vamos falar do teste. Vou analisar essa bike por diferentes aspectos e dar notas separadas (de 1 a 5) para diferentes situações.
Performance no asfalto (nota 4)
A bicicleta que eu testei, estava com um grupo Force X1, com apenas uma coroa, mas eu não vou falar especificamente sobre ele nesse post, farei uma análise completa em uma matéria posterior.
Diverge_2016_04
Mesmo sendo uma bicicleta projetada para andar também na terra, com pneus de 32mm de largura, que são relativamente mais grossos do que uma bike de speed convencional, Diverge rende muito bem no asfalto. Fizemos o percurso de teste que a Specialized sugeriu para essa bicicleta, que tinha trechos de terra, mas também quis andar no percurso indicado para as bikes de estrada, justamente para testar a performance dela no asfalto.
Os pneus são mais largos, mas eles não atrapalha a capacidade da bicicleta de ganhar velocidade, o que permite que a bicicleta desenvolva muito bem. Nosso amigo Jesus Brenno, que trabalha na Specialized estava com uma Tarmac e andamos com ele sem problemas e ele anda forte.
Performance na terra (nota 5)
Foto: Jesus Brenno
Foto: Jesus Brenno
Confesso que fiquei bem impressionando com a bicicleta na terra. No começo você fica meio grilado, achando que ela não vai ter aderência, mas isso não acontece. Mesmo ao pedalar em pé, ou em descidas rápidas, a bicicleta oferece uma boa segurança.
Fizemos alguns downhills bem rápidos (atingimos cerca de 50km/h na estrada de chão) e acelerações fortes no plano (também cerca de 50km/h, podem verificar no Strava depois). Em todas as situações ela foi muito bem, bike extremamente assentada no chão e oferecendo bastante segurança.
Rigidez (nota 3)
Como essa bicicleta precisa oferecer um mix de performance com conforto, era de se esperar que a rigidez não seria das maiores e realmente não é. Ela tem os Zerts (elastômeros) nos seatStays, como a Roubaix tem, o que tira um pouco da rigidez do triângulo traseiro e a bicicleta acaba ficando um pouco mais “mole” do que as speeds convencionais, apesar do quadro ser de carbono Fact 10r, que é bastante rígido.
Diverge_2016_01
Mas para esse conceito de bicicleta é interessante que ela não seja tão rígida.
Conforto (nota 4)
Essa é a contra partida do ítem anterior. Como a bike é menos rígida propositalmente, ela é mais confortável. Além dos Zerts mencionados acima, a bike também tem o canote Specialized CG-R, que tem uma curvatura logo abaixo do selim, que funciona como uma micro amortecedor e absorve a trepidação do terreno.
Diverge_2016_07
Além disso, os pneus mais largos permitem que você utilize uma calibragem mais baixa de pneus, isso faz com que o conforto também seja aumentado.
Freios e estabilidade (nota 5)
Tá bom que esse não é um componente da bicicleta e sim um produto de outra marca, no caso eram os freios hidráulicos da SRAM. Mas esses travões em conjunto com os pneus mais largos e o BB mais baixo que a bicicleta tem, fazem com que ela tenha uma estabilidade impressionante e uma precisão na travagem inacreditável.
Diverge_2016_05
Dava para travar no meio da curva de terra sem ter medo de travar a roda. Isso foi realmente fantástico.
Preço (nota 3)
O preço sugerido desta bicicleta é de R$21.999. É uma bike bem equipada, não deixa de ser um valor bem elevado.
Se a pessoa a tiver como bicicleta principal, OK, vale mais a pena. Mas no caso de quem compete, terá que ter mais uma bicicleta e por esse valor, talvez seja melhor comprar uma MTB.
Resumo
Na média da avaliação, a bicicleta ficou com a nota 4. Gostei bastante da bicicleta. Acredito que para pessoas que não compitam, ou que tenham grana para ter uma bicicleta de aventura, estejam afim de ter uma bike confortável, com a capacidade de enfrentar os asfaltos ruins do Brasil e uma boa performance no asfalto, essa é a bicicleta perfeita.
MM

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

ARTESANATO COM A RECICLAGEM DE BIKES.

Cascavel corrente bike
Brasil, EUA, China, Índia e Vietnã – de todos os países chegam exemplos de artesanato produzido a partir de correntes de bicicletas usadas. Algumas reciclagens são complexas, outras hilárias.
As possibilidades de montagens de animais com longas espinhas dorsais e articulações parecem ser infinitas, como cobras, lagartos, dragões e dinossauros. Os escorpiões, então, são perfeitos.
Dino corrente bike
Bichinho corrente de bike
Bonecos de bichos com corrente de bike
Escultura corrente de bike
Répteis com corrente de bike
Cobras, lagartos e outros bichos feitos com correntes de bicicletas

Leia mais: http://www.materiaincognita.com.br/cobras-lagartos-e-outros-bichos-feitos-com-correntes-de-bicicletas/#ixzz3h6SuniQT
Clique nas imagens para ampliar e nos links sblinhados para ver mais.


Leia mais: http://www.materiaincognita.com.br/cobras-lagartos-e-outros-bichos-feitos-com-correntes-de-bicicletas/#ixzz3h6SnJ9b4


MM

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Mulheres ciclistas.

Que é o belo das mulheres ciclistas? 
Que se caem, continuam, são enojan, corajosas e nunca se submetem!!!! 
Por experiência, nada somente incrIvel que uma mulher ciclista!!

MM

TAÇA REGIONAL DE DUATLO DE PORTALEGRE - 2015.






MM

Semáforo.

Comemora-se hoje o dia do:
Semáforo (também conhecido popularmente como sinal, sinaleira e farol (português brasileiro) ou sinal luminoso (português europeu) ) é um instrumento utilizado para controlar o tráfego de veículos e de pedestres (português brasileiro) ou peões (português europeu) nas grandes cidades em quase todo o mundo. Utiliza uma linguagem simples e por isso de fácil assimilação. É composto geralmente por três círculos de luzes coloridas.
O controle semafórico permite alternar o direito de passagem na zona de conflito de uma interseção. O cálculo dos tempos no controle são gerados a partir das limitações físicas das vias que se interceptam e dos tempos perdidos no controle. Tempos perdidos no controle são aqueles que efetivamente não são utilizados pelos veículos ou pedestres para cruzar a interseção, tal como os tempos de amarelo ou de vermelho de segurança (todos os grupos focais permanecem indicando a cor vermelha), por exemplo.


O primeiro semáforo foi instalado em 9 de dezembro de 1868 na junção das ruas Great George Street e Bridge Street, no borough de Westminster, próximo à ponte de Westminster e ao Palácio de Westminster.

MM

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Governo quer funcionários públicos a partilhar carros e a andar de bicicleta.

Governo quer funcionários públicos a partilhar carros e a andar de bicicleta

Implementação do Programa ECO.mob prevê uma poupança de 

cerca de 50 milhões de euros no período até 2021 e um 

financiamento inicial de 41,5 milhões.

 Governo quer os funcionários públicos a partilhar carros 
e a andar de 
bicicleta, entre outras medidas ecológicas, segundo o 
"Programa de Mobilidade Sustentável para a Administração
 Pública" (ECO.mob), que vai ser apresentado nesta q
uarta-feira. 
A implementação do Programa "ECO.mob" prevê uma 
poupança 
de cerca de 50 milhões de euros até 2021, de acordo com 
a resolução
 54/2015 do Conselho de Ministros, publicada em Diário 
da 
República na terça-feira, mas tem  um custo estimado de 
41,5 
milhões de euros nos próximos cinco anos. 


MM

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Galegos na linha da frente.


Fernandez, Marque e Veloso treinam-se quase sempre juntos.
Galegos na linha da frente
DELIO É O ÚNICO DOS TRÊS AINDA EM BRANCO, TENDO FICADO EM 3.º LUGAR NA ÚLTIMA EDIÇÃO

Os galegos têm dominado as últimas edições da Volta a Portugal, com sete triunfos desde 2006. Cinco por intermédio de David Blanco, um por Alejandro Marque e outro com Gustavo Veloso. E preparam-se para ganhar mais uma, em 2015, apresentando não um, mas três grandes candidatos: de novo Gustavo Veloso (W52), campeão em título, Alejandro Marque (Efapel), vencedor em 2013, e Delio Fernandez (W52), que tem como melhor resultado o terceiro lugar o ano passado. Há vários anos que correm no nosso país, sendo o mais antigo Marque, há 12 anos, tendo feito sempre carreira no pelotão nacional, depois de gorada a oportunidade de no ano passado correr o World Tour, na Movistar.


São adversários nos mesmos objetivos, mas sobretudo amigos e companheiros de treinos e ontem na apresentação das equipas em Viseu, Record juntou-os para em conjunto falaram sobre a amizade que os une e claro das expectativas para mais uma edição da prova.


"Somos três grandes amigos, treinamo-nos juntos e já corremos nas mesmas equipas. A rivalidade é só na estrada", frisou Delio Fernandez, o mais novo, de 29 anos, sendo esta a sua sexta Volta a Portugal que faz, a quinta por equipas nacionais. Fernandez revelou, aliás, que tem descendência portuguesa, por parte do avô materno.


"Temos uma bela e grande amizade desde quando éramos amadores. O Gustavo e eu sempre nos treinámos juntos, o Delio é mais novo, veio depois", sublinhou por sua vez Alejandro Marque, de 33 anos, que viveu uma situação ingrata, quando foi suspeito de doping no triunfo em 2013 e só ilibado um ano depois. Esta situação impediu-o, pois, de concretizar o objetivo de correr aos 31 anos no World Tour, quando foi dispensado da Movistar. Com a Volta homologada e após um ano sem competir, Marque surge no pelotão mais motivado do que nunca para voltar a reinar, sendo a arma da Efapel. Mas sabe que a oposição dos compatriotas é forte.


"O Delio pode ser o trunfo da W52, uma vez que o Gustavo terá de se assumir como líder da equipa, deixando-o mais liberto", frisa Marque, lembrando que viveu experiência idêntica há dois anos quando partiu como braço-direito de Gustavo Veloso, acabando por vencer a prova.


Dois candidatos, uma equipa


A equipa do W52-Quinta da Lixa surge muito confortável no arranque da edição 2015. Agora comandada pelo presidente/diretor-desportivo Nuno Ribeiro, apresenta de novo dois fortes candidatos. "O Gustavo, por ser o campeão, é o principal favorito. É nele que temos de confiar. Eu estarei por aí, à espreita, pois o ano passado já mostrei que consigo estar com os melhores", diz Delio Fernandez, fazendo questão de esclarecer as hierarquias na equipa de Sobrado, vencedora então das duas últimas edições.


Quem não vai na cantiga do rótulo de principal campeão é Gustavo Veloso. "O último vencedor é o que leva o n.º 1 e considerado por isso o máximo favorito. Mas a corrida ganha-se na estrada. Como uma formiguinha, vou trabalhar dia a dia. Só em Lisboa saberemos quem será o vencedor. E se os adversários estiverem mais fortes, temos de lhes dar os parabéns."


Domínio


A Espanha é o segundo país com mais triunfos individuais na Volta, com 11, surgindo atrás de Portugal, que contabiliza 56. Segue-se com dois títulos a Itália e com um os seguintes países: Bélgica, Grã-Bretanha, Brasil, Polónia, Suíça, Dinamarca e Rússia.

MM

Rafael Reis:


«Um parafuso partiu-se» CICLISTA DESALENTADO COM O SUCEDIDO NO PRÓLOGO

O ciclista português Rafael Reis (Team Tavira) não conseguiu esta quarta-feira esconder o seu desalento depois de ver um parafuso partido impedi-lo de lutar pela vitória no prólogo da Volta a Portugal, para o qual se preparou durante um mês.



"Na parte mais técnica do percurso, o guiador desapertou-se, porque um parafuso se partiu e eu fiquei sem poder conduzir a bicicleta", explicou um desolado Rafael Reis que, ao cortar a linha de meta, indiferente a quem o esperava, seguiu disparado para a caravana da equipa, onde se refugiou.



Já mais calmo e perante a insistência dos jornalistas, o quarto classificado no contrarrelógio de sub-23 dos Mundiais de 2014 acabou por sair da sua reclusão e revelar o porquê do seu silêncio: "Um dos meus objetivos era este prólogo. Sabia que podia ganhar".



O ciclista da Team Tavira contou que há um mês que preparava ao pormenor o prólogo de seis quilómetros, mas mostrou-se disposto a tentar de novo a sua sorte no contrarrelógio da penúltima etapa da 77.ª Volta a Portugal, que termina a 9 de agosto, em Lisboa.
MM