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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Volta ao Algarve 2020 - o GUIA

A nossa melhor prova velocipédica está quase a dar o tiro de partida: é a Algarvia 2020.
A maior competição de ciclismo realizada em Portugal começa já no próximo dia 19 de fevereiro em Portimão e termina no dia 23 em Lagoa. É a Volta ao Algarve. É a sua 46ª edição.
Nem sempre foi assim, mas desde 2006 que o é. A aposta foi ganha e hoje durante 5 dias podemos ver pedalar nas estradas algarvias os melhores atletas da modalidade. Quando alguém pouco dado ao ciclismo fica surpreendido quando lhe dizemos que a melhor e mais importante competição é a Volta ao Algarve, contrariando a resposta tradicional que seria: Volta a Portugal, a razão é o argumento apresentado anteriormente. Na Volta ao Algarve estão os melhores do mundo. Os ciclistas e as equipas !

Num grande trabalho de organizadores, patrocinadores, camaras municipais, região de Turismo do Algarve e de todos os algarvios entusiastas de ciclismo, ano após ano a Algarvia tornou-se uma referência no calendário das equipas. O facto de pelo 4º ano consecutivo a competição ter transmissão televisiva demonstra bem a excelência do trabalho realizado.
Alto do Malhão - Alberto Contador. Foto: Rui Quinta
 

No Algarve aproveitam-se as oportunidades: bom tempo, boa hotelaria, boas estradas, bons percursos. Estas são as principais características que as equipas procuram nesta altura da época onde na maioria dos países europeus neva, faz vento e muito frio. Na Algarvia uma equipa pode ficar sediada no mesmo hotel durante toda a competição sem grandes complicações na logística. Aqui todos os hotéis ficam relativamente perto do início de cada etapa e do seu final.

A edição que começa já na próxima quarta-feira com 771 km tem, na teoria, duas chegadas para sprinters (Lagos e Tavira), duas chegadas em alto para trepadores e punchers ( Foia e Malhão ) e um CRI que este ano se realiza novamente em Lagoa mas aparece no ultimo dia de competição.

Participam 12 equipas do escalão máximo: World Tour; 5 equipas Pro Team e as 8 equipas portuguesas inscritas no escalão Continental.
 
 
O pelotão (ver starlist aqui)
Ano após ano ouvimos dizer que “este é o melhor pelotão de sempre” o que não é necessariamente verdade. Mas este ano é mesmo verdade! É o melhor pelotão a percorrer as estradas portuguesas no ano 2020. Não há grandes dúvidas nisso.  Muitas equipas, principalmente as equipas WT apresentam-se na Volta Algarve 2020 com as  suas melhores peças dando sinal que estão em Portugal para ganhar “andamento” com os seus melhores ciclistas.

 
ASTANA TEAM



A equipa cazaque tem em Miguel Angel Lopez a grande referência e o seu homem para a geral individual. Há outro homem que pode ser o plano B , ou mesmo o A uma vez que Miguel Angel Lopez ainda não competiu este ano , que é Luis León Sánchez. O murciano vem de uma vitoria de etapa na volta à na sua “ terra natal “ e sabe o que é fazer primeiro lugar no Alto da Foia ( 2016)


BORA-HANSGROHE
 

Ainda não é este ano que Peter Sagan vem disfrutar do sol algarvio e os fãs portugueses da sua presença.
O campeão alemão Maximilian Schachmann apresenta-se como líder da equipa que tem em Jempy Drucker o homem apontado às duas etapas mais rápidas. Lennard Kamna pode ser umas das boas surpresas da Volta ao Algarve e pode aspirar a mais do que a camisola branca da juventude onde se apresenta como um dos grandes candidatos a vencê-la.
 
 
CCC TEAM

A equipa polaca volta ao Algarve reforçada. Greg van Avermaet e Matteo Trentin estão no lote de estrelas que irão percorrer as 5 etapas da prova portuguesa. Muito dificilmente podem discutir a geral individual, mas são homens para surpreender o pelotão e conquistar uma etapa para a CCC Team.

COFIDIS, SOLUTIONS CRÉDITS

Os franceses subiram ao escalão máximo do ciclismo e no Algarve a sua grande estrela é o campeão europeu Elia Viviani. O italiano é um dos grandes candidatos a vencer as chegadas a Lagos e a Tavira. Para o ajudar nessa difícil tarefa a Cofidis traz outro reforço da Deceuninck Quick Step , Fabio Sabatini.
 
 DECEUNINCK-QUICK STEP
 

A alcateia belga da Deceuninck-Quick Step começou o ano como terminou o anterior. A vencer em tudo o que são corridas. Com poucos dias de competição já triunfaram por 8 ocasiões e no Algarve o objetivo é continuar com a senda de vitórias. Para isso trazem uma das grandes figuras do pelotão internacional. Com apenas 20 anos Remco Evenepoel é um dos candidatos a vencer a Volta ao Algarve. Vuelta a San Juan deste ano já é dele. Mas a equipa não se resume apenas a Evenepoel. Há também o holandês Fábio Jakobsen para vencer o sprint e até o português João Almeida pode ter um papel de destaque.
 GROUPAMA - F D J

Os franceses não têm homens para a geral individual. Para a Volta ao Algarve o objetivo é levar Stefan Kung aos lugares cimeiros no contrarrelógio individual de Lagoa. O jovem Alexys Brunel pode lutar pela camisola branca.
 
ISRAEL START UP NATION
 
Os israelitas subiram ao escalão World Tour e reforçaram-se muito para a temporada 2020. Um desses reforços foi o irlandês Daniel Martin, uma presença habitual na Volta ao Algarve. Já ganhou no alto da Foia no ano 2017. É o homem apontado à geral individual. O alemão Nils Pollit (outro reforço) pode ser uma boa aposta para tentar vencer numa fuga vitoriosa.
 
 
LOTTO SOUDAL
Finalmente Tim Wellens vem ao Algarve e é a sua primeira competição na temporada. Normalmente Wellens vence logo no início do ano, mas no pais vizinho. Em boa forma podemos ver o homem da Lotto Soudal a subir a Foia e o Malhão com os melhores. A equipa belga vem com as duas maiores contratações para 2020. Philippe Gilbert que regressa a uma casa onde já foi muito feliz continua a sua preparação para o grande objetivo da temporada: Milan- San Remo. John Degenkolb muda de equipa e quer voltar rapidamente aos patamares próximos daquilo que já demonstrou. Em 2011 ganhou a segunda etapa com chegada a Lagos.
 
TEAM INEOS
Das últimas 6 edições da Volta ao Algarve 4 foram ganhas pelos britânicos. Duas vitorias para Geraint Thomas e outras tantas para Michał Kwiatkowski. Ambos estão presentes na Algarvia e estão no lote de favoritos. Depois ainda há Rohan Dennis, campeão do mundo de contrarrelógio e Jonathan Castroviejo, campeão espanhol da especialidade, para atacar forte o último dia em Lagoa.
 
TEAM SUNWEB
 
Uma equipa jovem sem os principais nomes da equipa alemã. Ilan Van Wilder pode ser a sensação da equipa, foi 3º classificado na Volta a França do Futuro em 2019.
TREK-SEGAFREDO
Os americanos da Trek-Segafredo apresentam-se no Algarve com uma equipa bastante equilibrada e com nomes que habitualmente associamos a bons resultados. Vincenzo Nibali é o maior reforço da equipa americana e é a principal figura na Volta ao Algarve. Ainda não competiu este ano por isso a sua prestação será uma incógnita. Bauke Mollema será o segundo nome mais conhecido da Trek-Segafredo. Acabou o ano 2019 em grande com duas vitórias: Il Lombardia e no Japan Cup Cycle Road Race. Jasper Stuyven é um “ habitué” nas estradas algarvias e pode ser uma boa aposta para surpreender os sprinters mais desatentos.
UAE TEAM EMIRATES
A equipa árabe traz Rui Costa como principal figura para a geral individual. O português deve ser ajudado nessa tarefa por Joe Dombrowski e Jan Polanc. Alexander Kristoff é o principal sprinter da equipa e Ivo Oliveira pode lutar por um top 10 nas etapas mais rápidas e discutidas em cima da linha de meta. Destaque para o tricampeão do mundo de contrarrelógio em escalão sub-23, o dinamarquês Mikkel Bjerg que aposta forte no último dia de prova.
ALPECIN-FENIX

A equipa belga vai estrear-se na Volta ao Algarve e o publico português vai ter o privilégio de ver ao vivo e a cores uma das maiores figuras do ciclismo mundial: Mathieu van der Poel. O holandês não tem como prioridade vencer a Algarvia, os seus objetivos são maiores, mas Poel não vai abdicar da sua condição de grande favorito. As subidas da Volta ao Algarve podem não fazer mossa e enquanto tiver força nas pernas Mathieu van der Poel é quase invencível.
CAJA RURAL-SEGUROS RGA


Os espanhois da Caja Rural tem em Jon Aberasturi o seu homem para as etapas de sprint. Depois os objetivos passarão pelas fugas, mostrar patrocínios e projetar novos ciclistas.
 
CIRCUS – WANTY GOBERT CYCLING TEAM

Habituados a outras corridas e a outros terrenos os belgas da Circus- Wanty Gobert tem em Xandro Meurisse a grande figura. O belga acabou de vencer de forma surpreendente a Vuelta a Múrcia e no Algarve quer continuar a ter boas sensações. Danny Van Poppel pode intrometer-se nos primeiros lugares nas etapas em sprint.  O resto da equipa deverá andar nas fugas do dia e “mostrar a camisola”.
FUNDACIÓN – ORBEA

A equipa basca tem uma formação com nomes bem conhecidos dos adeptos portugueses. Alguns já aqui venceram provas e etapas. São o caso de Mikel Aristi , talvez o melhor nome da Fundación-Orbea venceu na Volta a Portugal de 2019 e Julen Irizar vencedor do GP Estrada N 2 no ano 2018.  António Angulo mudou-se este ano da Efapel para a equipa espanhola.
 
 
Uno-X Norwegian Development Team

Os dinamarqueses eram uma equipa Continental em 2019. Este ano subiram de escalão fruto do bom desempenho de alguns jovens promissores. Tobias Foss , venceu a Volta a França do Futuro e rumou para a Team Jumbo-Visma, mas a formação continua com bons nomes. É o caso de Markus Hoelgaard, Torjus Sleen (contrarrelógio) e Andreas Leknessund.
 
 
EQUIPAS PORTUGUESAS CONTINENTAIS.
 

 
Todas as equipas portuguesas Continentais estarão presentes na Volta ao Algarve. São 8: Atum General /Tavira/ Maria Nova Hotel; Aviludo- Louletano, Efapel; Kelly / InOutBuild / UD Oliveirense; LA Aluminios; Miranda – Mortágua; Radio Popular Boavista; e W52- FC Porto.

A equipa da W52 – FC Porto é a melhor equipa nacional. Amaro Antunes está de regresso à equipa que o levou à vitória no Alto do Malhão e ao quinto lugar na geral individual. João Rodrigues, vencedor da Volta a Portugal 2019, quer repetir as boas exibições do ano anterior.
Nas outras equipas as hipóteses de sucesso são quase nulas. Na Volta ao Algarve às equipas Continentais portuguesas resta-lhes a visibilidade mediática da competição e as transmissões televisivas. Do conjunto apresentados pelos diretores desportivos português destacam-se: Vicente García de Mateos pelo Aviludo-Louletano , Tiago Machado e Luis Mendonça pela Efapel, Henrique Casemiro na UD Oliveirense ou João Benta e Luis Fernandes da Radio Popular Boavista.
 
Sobre o percurso já se disse o mais importante. São 5 etapas, duas com chegadas rápidas, duas com chegada em alto e um contrarrelógio individual. No total são 771 km.  Mas há 3 boas novidades na edição deste ano. A chegada ao ponto mais alto do Algarve no segundo dia de prova (Foia) deverá ser um dos pontos decisivos para encontrar o vencedor final. São no total 15km com uma pendente média de 4,7%. Tal como o ano passado a subida é feita por Monchique o que significa um início menos agressivo e menos inclinado. Vantagem para os homens que sobem bem, mas que gostam pouco de forte inclinação. No entanto os ciclistas encontraram inclinações a rondar os 10% nalguns pontos da ascensão.  Um grupo de 10 a 20 ciclistas deverá discutir a vitoria na etapa 2. A novidade está na difícil subida ao Alto da Pomba que este ano está apenas a 6km de Monchique e pode ser uma boa oportunidade para fazer uma boa seleção de ciclistas para a subida final à Foia.
 
A outra novidade é a etapa do Malhão. Passa para sábado e a distância entre as duas passagens pelo local da meta é encurtada pela exclusão da subida a Vermelhos. O objetivo é tornar a corrida mais agressiva logo na primeira passagem pela meta.
Também há alterações no CRI. O local e o percurso são os mesmos, mas o CRI de Lagoa passa para domingo fazendo com que as grandes decisões da Volta ao Algarve só sejam conhecidas nos últimos metros de competição.
1ª etapa:19/02 – Portimão -Lagos (195,6 km ) PERFIL

2ª etapa: 20/02 – Sagres-Foia (Monchique) (183,9km ) PERFIL

3ª etapa: 21/02 – Faro – Tavira (201,9 km ) PERFIL

4ª etapa: 22/02 – Albufeira – Malhão (Loulé) (169,7 km ) PERFIL

5ª etapa: 23/02 – Lagoa-Lagoa CRI (20,3 km) PERFIL
 

Transmissão Televisiva: Eurosport 1
 
Livro Oficial da Prova: aqui
 
Starlist : aqui
 
Perfis das etapas: aqui

MM

Alberto Gallego abre época com triunfo em Vagos

Alberto Gallego abre época com triunfo em Vagos

O espanhol Alberto Gallego (Radio Popular-Boavista) ganhou ontem a Prova de Abertura – Região de Aveiro, primeira corrida da Taça de Portugal Jogos Santa Casa, disputada entre Albergaria-a-Velha e Vagos.
Os 181,3 quilómetros ficaram marcados por uma fuga de quatro corredores, iniciada ao quilómetro cinco. Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport), Hugo Sancho (Miranda-Mortágua), Alberto Gallego (Rádio Popular-Boavista) e Franklin Chacón (Gios/Kiwi Atlantico) destacaram-se dos demais. José Dias (Equipa Portugal) - atleta de BTT que participou tal como Tiago Ferreira, entre outros ciclistas de pista a convite da Federação -, e Francisco Ferreira (JV Perfis/Gondomar Cultural) rolaram dezenas de quilómetros em posição intermédia, mas nunca alcançaram a dianteira.
O quarteto da frente beneficiou da apatia do pelotão para alcançar os 15 minutos de vantagem, com cerca de metade da distância percorrida. Uma queda no pelotão, que mobilizou os meios de socorro disponíveis, obrigou à neutralização da prova, por altura do prémio de montanha, em Talhadas. O recomeço da corrida marcou o despertar do pelotão, que foi tirando margem aos quatro escapados e acabou com a aventura dos ciclistas que estavam em posição intermédia.
Apesar do fim da letargia no grupo principal, Alberto Gallego surpreendeu. Deixou os companheiros de aventura para trás e, a menos de 20 quilómetros da meta, isolou-se para triunfar em solitário, ao fim de 4h15m59s. O pelotão ainda absorveu os restantes aventureiros, mas gastou mais 18 segundos do que o vencedor, embora o venezuelano Leangel Linarez (Miranda-Mortágua) ainda tenha levantado os braços, julgando ter vencido. O terceiro foi Luís Mendonça (Efapel).
O jackpot da fuga saiu a Alberto Gallego. O espanhol venceu a corrida, é o primeiro comandante da Taça de Portugal Jogos Santa Casa e ainda conquistou o prémio de montanha da Prova de Abertura – Região de Aveiro. Fábio Costa (Kelly/InOutBuild/UDO) foi o melhor sub-23.
“Era uma corrida boa para ganhar ritmo e é incrível esta vitória. A cerca de 20 quilómetros do fim, houve um momento de hesitação no grupo e ataquei. A vitória dá-me muita motivação, deixando-me com sentimentos contraditórios”, reconhece Alberto Gallego.
Alberto Gallego abre época com triunfo em Vagos
A Radio Popular-Boavista juntou a vitória coletiva à individual e a Sicasal/CM Torres Vedras foi a melhor equipa de clube.
MM

ESTREMOZBIKE 2020

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EstremozBike é a Maratona de BTT organizada pelas Associações Sobe e Desce Team e Rota D’Ossa, em parceria com o Município de Estremoz, considerada por muitos como uma das mais “duras” provas de BTT no Alentejo e que se realizará no próximo dia 10 de maio fazendo parte da 3.ª Taça de Portugal de XCM e que trará até Estremoz alguns atletas de renome do BTT Nacional para desafiar a nossa lindíssima Serra D’Ossa.
MM

12ª Maratona VC BIKE.

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MM

XVII Passeio btt - 29 de Março de 2020

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XVII Passeio btt- 29 Março 2020

Pela 17 º vez a Cruz Vermelha Portuguesa Delegação de Frazão vai realizar o passeio anual de btt.
Este ano teremos como novidade, o primeiro trail e caminhada.

Inscrições abrem brevemente!

Venha divertir-se e...

...Ajude-nos a Ajudar!
MM

Volta ao Nordeste 2020

Venha experimentar uma nova realidade, venha sentir-se profissional de ciclismo durante 3 dias!

Oportunidade única!...
MM

XXIV Passeio Anual de Cicloturismo de Pombal

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Amigos do Cicloturismo,
Estão todos convidados a participarem no nosso passeio de cicloturismo, considerado um clássico e um resistente, atualmente único na zona centro, que vai acontecer no dia 29 de março, pelas Terras do Marquês, num percurso inserido num meio ambiente natural, rodeado por campos agrícolas, sem poluição e por estradas secundárias, para todas as idades, a rolar sempre em pelotão compacto e com boa disposição, durante 60 k/m de média dificuldade e a uma média turística de 22 k/h.
Este ano, pretendemos homenagear o amigo de todos nós José Rafael ou Zé do Barrete e contribuir para enriquecer o seu museu, que de certa forma retrata a história do Cicloturismo em Portugal.
Continuamos a manter o desafio do prémio Roda Livre, desta vez em exclusivo às equipas que nos visitam, que será atribuído ao primeiro, quiçá segundo e terceiro, que chegar(em) ao Alto da Capela Nossa Senhora de Belém.
Não percam este espetacular e peculiar passeio e façam já as vossas inscrições, que são limitadas a uma centena de participantes com almoço.
Segue para divulgação, consulta e inscrição o cartaz oficial e o regulamento/ficha.
Até lá...boas pedaladas!
MM

11ª Rota do Casqueiro

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A Maratona de BTT Rota do Casqueiro tem o seu nome em homenagem ao tradicional pão de trigo alentejano. Percorre caminhos e trilhos de serra do litoral alentejano.

A prova é cronometrada com atribuição de classificações e os percursos são marcados (tracks também serão disponibilizados).

Percursos estimados (a ser atualizado):
45km com 750m de desnível
80km com 1550m de desnível
MM

AS MELHORES SAIAS PARA PEDALAR.

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Saia midi plissada
Uma das descobertas mais legais que fiz no último ano é a delícia de pedalar de saia.
 Além de ser absolutamente possível, é uma das práticas mais confortáveis e prazerosas que existe. E, também segura! Isso mesmo, segura de segurança.
 É que quando estou vestida com essa peça, os motoristas parecem ter mais cuidado e passam bem longe de mim na rua. Não é loucura, não! Tem até estudo científico provando isso. 
Se você clicar aqui, vai achar um post inteirinho falando sobre esse tema.
Mas o assunto hoje é como usar saias na hora de pedalar e as dicas que escrevo a seguir são 100% baseadas nas experiências que faço diariamente com as roupas que tenho no meu armário. 
Bom, começo dizendo que não precisa daquela moeda que vai presa na saia com elástico, bermuda, nó na saia ou qualquer outro tipo de acessório para você não ficar mostrando a calcinha por aí. 
É bem mais simples e natural do que a maioria imagina, aliás é assim que deve ser a relação com a bicicleta. 
O primeiro mito que caiu é aquele de pensar que, assim que você subir na bike, vai encarnar uma Marilyn Monroe segurando o vestido branco em O Pecado Mora ao Lado (filme de Billy Wilder, 1955). Isso não acontece simplesmente porque, em geral, você fica sentada sobre o tecido da parte de trás da saia. Ou seja, a peça fica muito bem presa. 
No caso de saias mais curtas que o tecido é menor que selim, vale a pena usar uma bermuda e deixa-la à mostra, sem medo de ser feliz.
 A seguir alguns pontos para você se ligar.
 OS TECIDOS
Seja qual for o tipo, um pouco de elastano na composição garante sempre um conforto extra e aqueles feitos de fibras naturais deixam a pele respirar em paz. Tecidos encorpados, como algodão, linho e sarja são perfeitos. 
O peso deles mantem a saia no lugar e também são resistentes ao vento que pode vir por baixo (eu sou simplesmente apaixonada pelas saídas de ar do metrô, já provou as da ciclovia da avenida Paulista? 
Eu recomendo muito). 
Eles ainda têm a vantagem de chegar menos amassados ao seu destino. Já os delicados e levinhos, tipo seda, viscose, musselina, mamma mia, que delícia! Pensa na coisa mais prazerosa do mundo que é sentir o vento batendo na saia e fazendo o pano macio roçar na sua pele. 
É uma experiência a ser vivida num dia de sol e calor. Mas aqui, vale lembrar, que o perigo de a saia levantar existe mesmo.
 Nesses casos, é ficar atenta e apenas segurar com uma das mãos.
AS MODELAGENS
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Vestido floral com saia reta. Foto: RAQUEL JORGE*
Reta – É aquele modelo clássico que desce reto dos quadris até a barra, que em geral é um pouco acima do joelho. 
A primeira vez que a usei foi na inauguração da ciclovia da avenida Paulista. 
Devo dizer que não é a mais confortável do mundo, pois para subir e descer da bike é preciso um pouco de habilidade, uma vez que os movimentos ficam um pouco prejudicados. 
E, para pedalar, os joelhos devem ficar bem próximos. Mas é aquela coisa, em três quarteirões você já está mais que habituada. 
Apenas como curiosidade, este modelo de saia começou a ser usado durante a Segunda Guerra, nos anos 1940. 
O que determinava a moda naqueles dias era a escassez de tecido.
kerri russel on a bike. SO CUTE!! Source??
Saia evasê é sinônimo de conforto
Evasê – Ela também é conhecida como linha A, pois tem a forma dessa letra. 
Ou seja, a partir da cintura, ela começa a abrir em direção à barra, que pode ser um pouco acima dos joelhos ou logo abaixo deles. 
Na bike ou fora dela é, sem dúvida, um dos modelos mais confortáveis que existe. 
Se for de um tecido encorpado, é delícia garantida. 
Quem popularizou a modelagem foi o francês André Courrèges, aquele estilista visionário que nos anos 1960 previu o futuro das roupas e nos imaginou como personagens de Os Jetsons.
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Saia godê acima dos joelhos não tem risco de o tecido enroscar. Foto: RAQUEL JORGE*
Godê – É uma modelagem volumosa e circular e pode aparecer em vários comprimentos. Em geral, este tipo de modelo dá muita liberdade de movimento, porém é preciso ficar atenta ao excesso de tecido para que ele não se enrosque na corrente.
 OS COMPRIMENTOS
 Foto: RAQUEL JORGE
Minissaia e bicicleta modelo masculino. Sim, é possível! Foto: RAQUEL JORGE*
Minissaia – Ela surgiu nos anos 1960 e virou uma das peças mais revolucionárias da história da moda, sua autoria acabou dividida entre a inglesa Mary Quant e o francês André Courrèges. Foi um escândalo, pois as moças disputavam quem a usava mais curta.
 O Vaticano ficou tão incomodado que condenou seu uso em 1967. 
Por isso ela combina tanto com bicicleta. 
As curtíssimas e retas são para as moças experientes, já as com um pouco mais de volume são ótimas para pedalar, mas pedem a bermudinha para dar conforto e tranquilidade durante o caminho.
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Eu e a melhor saia para pedalar. Aliás, o look inteiro. Foto: RODRIGO VINCETIM
Midi – Ela vai de três dedos abaixo dos joelhos até o fim das panturrilhas e pode ser nas modelagens lápis (esta modelagem é bem difícil na bicicleta), godê, evasê, plissada… 
Em qualquer uma das três últimas opções, 
Deus salve este modelo! É o melhor de todos, apenas perfeito. Confortável até não poder mais, além de ser feminino e delicado. 
A minha melhor saia de pedalar é um modelo evasê da coleção Costela de Adão, que o Ronaldo Fraga (amo amo amo amo) fez inspirada no artesanato com barro feito no Vale do Jequitinhonha.
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Como a bicicleta tem proteção para a corrente, a mulher nem prende a saia, pois não há o risco de ela se enroscar.  Foto: RAQUEL JORGE*
Longa – Uma solução é amarrar a saia com um nó na altura dos joelhos ou ainda mais acima e deixar a bermuda aparente (eu não uso desse jeito, mas já vi várias meninas assim e fica bem bacana).
 Durante muito tempo era só essa peça que a mulher tinha à disposição, depois virou sinônimo de roupa formal e se popularizou como peça do dia a dia no final dos anos 1960, com o movimento hippie.
*As fotos lindas desta página são da Raquel Jorge, minha amiga-de-fé e parceira de pedal. Ela acabou de ir pedalando da Noruega até a Inglaterra.
 Dá para imaginar o tanto de coisa bacana que ela viu e viveu nesses quatro meses de estrada, né? 
Os lindos e poéticos relatos estão no blog dela. 
Em: http://ventonasaia.com/as-melhores-saias-para-pedalar/
MM