sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Charme sobre duas rodas ou será Qualidade de vida? ?


A busca por uma melhor qualidade de vida tem feito com que o número de mulheres ciclistas em todo o mundo venha aumentando consideravelmente nos últimos anos, sobretudo na última década. 
Dados publicados pela revista norte-americana Scientific American Magazine mostram que na Alemanha, atualmente, 49% dos bikers são mulheres. 
Já na Holanda, que é considerado o país das bicicletas, esse número sobe para 55%. Outro estudo que chama a atenção foi o conduzido pela consultoria Gluskin Townley Group, que apontou um crescimento de 8% no número de mulheres que usam a bicicleta por mais de 110 dias ao ano nos Estados Unidos, isso somente na primeira década deste século.
Sem dar bolas para tabus, cada vez mais mulheres encaram as ruas das cidades de bicicleta e descobrem os benefícios na qualidade de vida
Por mais qualidade de vida
No mundo de hoje, onde o trânsito é cada vez mais caótico e as pessoas têm cada vez menos tempo para cuidar de si mesmas e de se socializar, a bike tem se tornado uma espécie de refúgio. 
Para muitas mulheres, mais que fazer bem ao corpo, pedalar é um meio de fugir do estresse, relaxar a mente e manter a auto estima elevada, seja como lazer, desporto, como forma de interagir com outras pessoas ou mesmo como meio de transporte para o dia a dia.
Com a implantação das ciclovias, é cada vez mais comum encontrar mulheres indo para o trabalho de bicicleta.  
Nada de sexo frágil
Muitas mulheres acabam por aderir ao pedal depois de ver outras mulheres de bicicleta pela cidade, desmistificando a ideia de sexo frágil, o que gera confiança e faz com que elas deixem de lado medos e receios.
 “Quando se conhece a bicicleta, rotas alternativas e mais sobre o assunto, o medo diminui e pedalar se torna um grande prazer”, aconselha-se as mulheres que se sentem inseguras para começar a pedalar a tirar dúvidas com outras ciclistas ou a procurar um grupo para se juntar.
Assunto que antes era dominado apenas pelo público masculino, a mecânica da bike também deixou de ser um empecilho para as mulheres que pedalam e prezam pela autossuficiência. “Fiz curso preparatório de mecânica de bicicleta para não ficar na mão. Para ter independência, é preciso se virar sozinha”, diz a jornalista Sônia Skroski, 62, que pedala com o grupo Saia na Noite. 
Além dos cursos, muitas vezes organizados pelos próprios grupos de ciclistas, elas também compartilham informações e contam com a assistência de colegas mais experientes na hora fazer algum reparo na bicicleta. 
“Somos obrigadas a colocar a mão na massa.
 Caso uma não saiba, a outra ajuda”, ressalta Fernanda Espíndola, 31, uma das fundadoras do grupo catarinense As Belas da Bike. 
Sem Perder o Charme
Outro fator que seria um obstáculo para mulheres que pensam em adotar a bicicleta como meio de transporte é a roupa. 
Pedalar de salto alto, saia ou qualquer traje mais alinhado parece algo inconcebível, mas muitas delas mostram que não.
 “Acho que isso vai muito do estilo de cada uma.
MM

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