quinta-feira, 26 de julho de 2018

A maior etapa da volta a Portugal” é no Alentejo e tem mais de 200km

“A maior etapa da volta a Portugal” é no Alentejo e tem mais de 200km.

“Depois de uma longa ausência, conseguimos finalmente recuperar a histórica etapa que liga as duas capitais de distrito, do Baixo e do Alto Alentejo”, disse o diretor da Volta a Portugal à Campanário. Joaquim Gomes revelou pormenores sobre o trajeto da 2ª Etapa da 80ª Volta a Portugal que regressa ao Alentejo já no próximo dia 3 de agosto. Os ciclistas que participam da competição vão fazer mais de 200km, entre Beja e Portalegre, passando por Cuba, Vidigueira, Portel, Reguengos de Monsaraz, Redondo, Vila Viçosa, Borba, Estremoz e Monforte.
O diretor da prova sublinha a necessidade de “realçar também o espírito solidário de todos os municípios alentejanos que fazem parte do percurso desta etapa, que com apoios simbólicos permitiram”, tanto a Beja como a Portalegre, captar “deforma conjunta, um evento que, forma alguma, no atual contexto, conseguiriam levar para o Alentejo de forma isolada”.
Na sua entrevista à Campanário, sobre este percurso, Joaquim Gomes revelou que a etapa que inicialmente tinha 195,3km (conforme o mapa abaixo), “por imposição das Infraestruturas de Portugal, que impediu a passagem da volta, num troço do IP2, que no fundo liga a Vidigueira”, motivo que fez com que a organização viesse a “incluir no trajecto desta etapa uma aldeia carregada de história e simbolismo, que que é a aldeia de Vera Cruz, já no concelho de Portel”.
 Fazendo assim com “que a etapa tenha mais 8km”. Se “já era a maior etapa da Volta a Portugal, agora passa mesmo a barreira dos 200 km”, com “cerca de 203 km”. Uma particularidade que “pode contribuir, decisivamente, para o vencedor da prova”.
Não sendo uma prova de alta montanha, contudo esta segunda etapa não deixa de ter as suas particularidades, pois “o Alentejo, no contexto histórico da Volta já teve contributos muito importantes em termos da decisão final”, explica o diretor da Volta a Portugal.
Pois “as planícies e em particular o vento, muitas vezes acabam por fraturar imenso a caravana”, o que pode “proporcionar diferenças de tempo bem maiores do que aquelas que alta montanha proporciona”.
Ao mesmo tempo, Joaquim Gomes sublinha além da componente desportiva, a prova é uma “excelente ferramenta de promoção territorial”, e espera que “possa ser bem-vinda ao Alentejo”.
No que diz respeito à assistência e aos adeptos da prova, o director da prova afirma que “as pessoas, orgulhosamente, vão ter a oportunidade de ver a prova passar-lhes à porta” deixa o apela para que “façam questão de marcar a sua presença”. 
Uma vez que todos os envolvidos na organização desta competição sentem essa presença como “o grande prémio que todos julgamos merecer”.
MM

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