sábado, 11 de junho de 2016

APRESENTAÇÃO DA VOLTA A PORTUGAL 2016

APRESENTAÇÃO DA VOLTA A PORTUGAL 2016
Foi apresentada no dia de ontem, a 78º edição da Volta a Portugal em Bicicleta. A maior prova do calendário velocipédico português vai para a estrada entre os dias 27 de julho e 7 de agosto. 
Com tem sido hábito nos últimos anos, a Grandíssima será constituída por 1 prólogo mais 10 etapas em linha. 
Tal como já tínhamos avançado no passado mês de abril, esta será uma prova diferente, sem a mítica chegada à Torre e com muitos quilómetros de contra-relógio.
É com um prólogo de 3600 metros que a prova tem início, na cidade de Oliveira de Azeméis. 
É um percurso curto, mas que pode fazer as primeiras diferenças na geral devido a algumas viragens que existem neste pequeno esforço e também com a pequena subida de 500 metros existente no final.
A primeira etapa em linha vai ligar Ovar a Braga, num total de 167,4 kms. 
Após um início relativamente fácil, as dificuldades aparecem já nos 30 kms finais, com a dupla passagem pelo Alto do Sameiro. 
A tirada termina logo depois da descida da contagem de montanha de 2ª categoria. 
Esta final de etapa já se fez na Volta de 2014, tendo Davide Vigano vencido ao sprint num grupo restrito, o que significa que um sprinter que consiga subir bem possa estar na discussão da jornada.
A tirada seguinte é semelhante à do dia anterior. Com 160 kms, o pelotão da volta começa o dia em Viana do Castelo terminando em Fafe. 
São várias as subidas ao longo do percurso, incluindo uma 2ª categoria antes da subida do Salto da Pedra Sentada, nova 2ª categoria, subida de steratto que é utilizada no Mundial de Ralis, que fica a 20 kms da meta. 
A chegada a Fafe é em empedrado e em ligeira subida, sendo que Davide Vigano venceu naquele local no ano passado. 
Ao 4º dia de prova, continuam as etapas com dificuldades perto do fim. 
Com partida em Montalegre, o pelotão vai ter um início de jornada bastante rápido, antes de subirem a primeira 2ª categoria do dia. A 40 kms do fim está a subida para Serra de Bornes, sendo que após a primeira passagem pela meta, em Macedo de Cavaleiros, está uma nova subida que pode levar a ataques, evitando um novo sprint num grupo reduzido. 
A 4ª etapa traz-nos a única verdadeira chegada em alto da Volta a Portugal.
 Com 191,9 kms, esta tirada liga Bragança à Senhora da Graça. 
O dia começa logo com uma subida de 3ª categoria, mas as grandes dificuldades estão no final. Primeiro, a passagem pela Barragem do Alvão (8.8 km a 7,3% de inclinação média), que antecede a já consagrada subida ao Monte Farinha (8.2 km a 7,7% de inclinação média. 
Esta é a verdadeira oportunidade para os trepadores fazerem as diferenças para os bons contra-relogistas.
 No ano passado foi Filipe Cardoso, após uma longa fuga a triunfar, contrariando a tendência de serem os favoritos à Volta a vencerem na Senhora da Graça. 
Antes do dia de descanso, voltamos a ter uma etapa difícil. 
Com partida em Lamego e chegada a Viseu, era de esperar a tradicional chegada ao sprint nas terras de Viriato, no entanto estes 153,2 kms são tudo menos fácil. Esta etapa tem 5 subidas categorizadas, sendo a mais complicada a subida à Serra de São Macário, uma 1ª categoria situada a 60 kms do fim. Se for uma jornada bastante atacada grande parte dos sprinters podem ficar para trás. Esta é, também, uma boa oportunidade para uma fuga vingar. 
Depois de um merecido dia de descanso, os ciclistas têm a etapa rainha da prova. 
Será uma ligação de 173,7 kms entre Belmonte e a Guarda, com dupla passagem pela Torre (km 44,7 e km 104,3), sendo feita pelas duas vertentes da subida, primeiro pelas Penhas da Saúde e depois pelo Sabugueiro. De seguida, os ciclistas entram na Guarda, onde têm 3 subidas de 3ª categoria, com a última a coincidir com a linha de chegada.
A etapa 7 é a mais plana da prova, ligando Figueira de Castelo Rodrigo a Castelo Branco, e é onde se espera uma das poucas, se não a única chegada em pelotão compacto. O final é em empedrado podendo ser uma dificuldade para alguns ciclistas. 
No ano passado, Eduard Prades venceu na chegada a esta cidade do interior de Portugal.
Antes da entrada no fim de semana decisivo, surgem mais uma etapa de transição. Serão 208,5 kms que vão ligar Nazaré e Arruda dos Vinhos. 
O ponto alto da jornada está 80 kms do fim, com a passagem pelo Montejunto.
 A parte final da tirada também não é fácil, pois o sobe e desce nesta região do país é constante, podendo proporcionar ataques a qualquer momento.
Na 9ª etapa, temos o regresso da Volta ao Alentejo. 
Com partida em Alcácer do Sal e chegada a Setúbal 187,5 kms depois, os ciclistas têm mais uma etapa com dificuldades perto do fim. 
Nesta tirada, será o Alto da Arrábida, a pouco mais de 20 kms da meta, que pode levar a ataques e também eliminar alguns sprinters.
No derradeiro dia da prova está o contra-relógio. 32 mil metros de esforço individual marcam a última tirada da Grandíssima que vê os ciclistas partirem de Vilta Franca de Xira e chegarem a Lisboa, na Praça do Comércio e onde se podem fazer as diferenças finais na prova, bem como ver a alteração do camisola amarela. 
Depois de apresentado o percurso, é altura de apresentar as 18 equipas presentes. 
De refeiri que esta é uma das melhores startlists dos últimos anos, com muitas equipas do segundo escalão do ciclismo. 
Para além das 6 equipas portuguesas profissionais, LA - Antarte, W52- FC Porto - Porto Canal, Rádio Popular - Boavista, Efapel, Sporting/Tavira e Louletano - Hospital Loulé também estarão na prova várias equipas estrangeiras. São elas as equipas Profissionais Continentais da Caja Rural-Seguros RGA (Espanha), Androni Giocattoli - Sidermec (Itália), Funvic Soul Cycles - Carrefour (Brasil), Team Roth (Suíça) e Drapac Professional Cycling (Austrália). As outras equipas estrangeiras a estar presente são a Euskadi Basque Country - Murias (Espanha), Christina Jewelry Pro Cycling (Alemanha), Boyacá Raza de Campeones (Colombia), Lokosphinx (Rússia), 
Inteja - MMR Dominican Cycling Team (República Dominicana) e Armee De Terre (França).
Para além dos nomes das equipas nacionais, como o duplo vencedor Gustavo Veloso, o vencedor de 2013 Alejandro Marque, Joni Brandão, Rinaldo Nocentini, Amaro Antunes, Rui Sousa e João Benta, temos muitos nomes que podem vir a estar presente na Grandíssima. 
A Caja Rural pode não apresentar José Gonçalves devido aos Jogos Olímpicos, mas deve apresentar uma equipa competente, talvez com Ricardo Vilela e Eduard Prades; a Androni pode trazer Egan Bernal, jovem trepador, ou quem sabe, Franco Pelizotti e Rodolfo Torres, para além do sprinters Davide Vigano e Francesco Gavazzi, que já sabem o que é vencer em Portugal; a brasileira da Funvic tem em Antonio Piedra uma possível carta para o top 10 final e Francisco Chamarro para os sprints; a Team Roth tem em Bruno Pires o mais provável líder da equipa, com David Belda a poder também estar presente; e a Drapac tem vários talentos jovens como Brendan Canty, para a montanha, e Brenton Jones, para os sprints. Nas equipas Continentais a Euskadi tem sempre alguns talentos que despontam nestas provas, como pode ser o caso de Imanol Estevez, mas também tem o experiente Mikel Bizkarra; Stefan Schumacher será a grande figura da Christina Jewelry; Sergey Shilov, na Lokosphinx, é sempre um nome a ter em conta nas chegadas ao sprint; Diego Milan (Inteja MMR) é outro razoável sprinter. Por fim, a Armee De Terre, a equipa do exército francês, tem uma série de jovens de qualidade, sendo que destacamos Yannis Yssaad e Julien Duval, para as chegadas rápidas, sem nunca esquecer o experiente Stéphane Poulhies

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