sábado, 18 de junho de 2016

CO2 - O gás da emergência.


CO2 - O gás da emergência

Concorda que o tempo é uma coisa incrível? Ele está sempre avançando, não pode ser parado, não volta atrás e passa cada vez mais rápido. Em situações de nervosismo, ansiedade e adrenalina, então... Atletas que o digam, já que o tempo pode consagrá-los campeões ou derrotá-los amargamente. No caso do ciclismo, poucas coisas roubam tanto tempo quanto um pneu furado. Se não bastasse o tempo e incômodo da troca, vem ainda o desafio de enchê-lo o mais rápido possível com uma bombinha de 20 cm.

CO2 - O gás da emergência


Na verdade a maneira certa de escrever é CO₂ , mas é necessário buscar esse ‘2’ em uma lista de símbolos, então escrevemos CO2.

Você talvez esteja se perguntando que paçocas é CO2. Resumidamente, é um gás, conhecido como dióxido de carbono ou mais comumente como gás carbônico. Apesar do nome curto e da fórmula simples – um átomo de carbono ligado a dois de oxigênio – esse gás é ao mesmo tempo essencial para a vida na terra e uma ameaça a ela. Não confunda com monóxido de carbono (CO), que é ainda mais simples, porém tóxico e letal para seres humanos.

Uso do CO2

O CO2 possui características que o ajudaram a ser escolhido para essa tarefa, como a facilidade de obtê-lo. Nós, seres humanos, liberamos CO2 constantemente, assim como vários animais e plantas por meio dos processos de respiração, além de automóveis e outras máquinas devido aos processos de queima que eles realizam. O CO2 é altamente compressível, e por não ser tóxico, seu vazamento em pequenas quantidades não gera riscos imediatos à saúde humana.

No uso ciclístico, o CO2 vem sob pressão dentro de cilindros com versões de 12 g, 16 g, 20 g e 25 g, suficientes para encher diferentes pneus com diferentes pressões. Para colocar o gás no pneu, é necessário ter uma bomba que execute a tarefa. Parece com uma bomba normal, ainda mais pequena, mas que funciona controlando a saída de gás e enviando-o para o pneu. Existem bombas de CO2 que simplesmente abrem o cilindro e despejam todo o conteúdo no pneu e há também bombas que dosam a quantidade de gás inserida no pneu.

O procedimento consiste basicamente em rosquear o cilindro de CO2 na bomba, que é acoplada na válvula do pneu. Basta liberar a válvula da bomba por apertar um botão e o pneu é inflado.

Custo e Praticidade

O CO2 dos cilindros tem custo, ao contrário do ar das bombas portáteis. E a não ser que não se importe em gastar dinheiro com isso, recomendamos que tenha uma bomba portátil também. É claro que cada caso é um caso. Há ciclistas que furam pneus com pouca frequência, portanto, sempre usam o CO2. Já outros economizam os cartuchos para situações realmente necessárias.

Um cilindro de CO2 de 12 g pode ser adquirido com menos de R$ 10,00. Já as bombas começam em R$ 50,00 nos modelos mais básicos e podem custar bem mais que isso em modelos mais sofisticados.
Quanto à praticidade, o CO2 faz 10 x 0 sobre a bombinha portátil. Preparar o processo é rápido, e o pneu é inflado instantaneamente!

Cuidados

Existem sempre aquelas notas de rodapé as quais é bom prestar atenção. No caso do CO2, é bom lembrar que o gás se encontra em elevada pressão dentro do cilindro. Portanto, faça tudo com atenção e conforme as orientações. Se o cilindro falhar em encher ou pneu, não tente fazê-lo funcionar, muito menos apertá-lo ou furá-lo! Descartá-lo é mais seguro. Para se ter uma ideia, as armas de Paintball funcionam com gás CO2. Algumas pistolas de pressão também usam esse gás, e os projetores de dardos tranquilizantes usados para controlar animais perigosos também utilizam gás CO2.  Então, se você não quer um cilindro de CO2 voando a toda por aí, não faça nada além das instruções!

É bom lembrar da questão do gás sob pressão ao armazenar e transportar cilindros de CO2. Por exemplo, é proibido transportar cilindros de CO2 em aviões, pois a diferença de pressão em elevadas altitudes pode fazer os cilindros explodirem. Mantenha o cilindro longe do fogo e de temperaturas altas, e armazene em lugar que ele não possa ser esmagado, perfurado, danificado ou algo similar.

Um último lembrete: selantes para pneus não se dão bem com CO2. Existem poucas exceções, como o sempre verde Slime, que já se adaptaram a isso. Caso contrário, o CO2 torna o selante ineficaz, mas ainda enche o pneu. 

Basta tomar alguns cuidados e aproveitar a praticidade! 

Vídeos explicativos

Tabela de Cilindros de CO2 e suas capacidades

Btt Aro 26

BTT 26" x 1.95 - 1 refil de 12g = 1 pneu até 30psi;

BTT 26" x 1.95 - 1 refil de 16g = 1 pneu até 40psi;

BTT 26" x 1.95 - 1 refil de 20g = 2 pneus até 24psi;

BTT 26" x 1.95 - 1 refil de 25g = 2 pneus até 30psi;

Ciclismo de Estrada

Speed/Road 700 x 23c - 1 refil de 12g = 1 pneu até 90psi;

Speed/Road 700 x 23c - 1 refil de 16g = 1 pneu até 130psi;

Speed/Road 700 x 23c - 1 refil de 20g = 2 pneus até 78psi;

Speed/Road 700 x 23c - 1 refil de 25g = 2 pneus até 90psi;

Speed/Touring 700 x 28c - 1 refil de 12g = 1 pneu até 62psi;

Speed/Touring 700 x 28c - 1 refil de 16g = 1 pneu até 88psi;

Speed/Touring 700 x 28c - 1 refil de 20g = 1 pneu1 até 106psi;

Speed/Touring 700 x 28c - 1 refil de 25g = 1 pneu1 até 125psi;

Btt Aro 29"

BTT 29" x 2.1 - refil de 12g = 1 pneu até 24psi;

BTT 29" x 2.1 - refil de 16g = 1 pneu até 31psi;

BTT 29" x 2.1 - refil de 20g = 1 pneu até 43psi;

BTT 29" x 2.1 - refil de 25g = 2 pneus até 23psi;

Híbridas

Híbrida/Touring 700 x 28c - 3 refis de 12g = 1 pneu até 120psi;

Híbrida/Touring 700 x 28c - 2 refi2 de 16g = 1 pneu até 115psi;

Híbrida/Touring 700 x 28c - 1 refil de 20g = 1 pneu1 até 106psi;

Híbrida/Touring 700 x 28c - 1 refil de 25g = 1 pneu1 até 80psi;

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MM


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