domingo, 19 de abril de 2015

Vá de bike.


     

Não existe consenso quando o assunto é a origem da bicicleta.
Há indícios que remontam para a China de 2.500 anos atrás e um projeto de Da Vinci do século XV, mas oficialmente a bicicleta como a conhecemos surgiu em 1817 com o barão Karl Von Drais.
Reza a lenda que o barão foi ridicularizado por seu produto não cair no gosto do povo.
Quase duzentos anos depois, a invenção provou-se eficiente e democrática.
 Os modelos variam de preço e estilo, abrangendo um público que vai do menos ao mais abastado, do tradicional ao high-tech.
Com um custo de fabricação em torno de 9,17050 €, o israelense Izhar Gafni desenvolveu e construiu por conta própria uma bicicleta de papelão.
Desacreditado inicialmente por engenheiros que diziam ser um feito impossível, Gafni já pensa em comercializar sua criação que, sim, deu certo.
Ela é resistente, podendo carregar pessoas de até 140kg, e pode ser usada na chuva, pois o papelão recebe uma camada de resina.
No vídeo é possível acompanhar a construção da bicicleta e entender como o papelão se torna resistente:

A Bambucicleta é uma bicicleta de bambu desenvolvida por um brasileiro que vive na Dinamarca.
É o que podemos chamar de bicicleta sustentável, pois não favorece apenas o meio ambiente, mas também a sociedade. Há um projeto no Brasil que produz estas bicicletas e as distribui a alunos de CEUs (Centro Educacional Unificado), para que se desloquem até a escola, acompanhados por monitores.
Abaixo um vídeo do criador da Bambucicleta, no qual explica o processo de concepção e desenvolvimento do produto. É particularmente interessante a declaração no início do vídeo sobre a harmonia que existe no trânsito dinamarquês, onde a bicicleta é bastante utilizada e respeitada pelos condutores dos demais veículos.


Projeto semelhante existe em Gana, o Bamboo Bike Project. A universidade americana de Columbia fez uma parceria com um grupo de dez ganenses, que produzem as bicicletas (com tecnologia e equipamentos americanos) e vendem-nas por US$ 65(57,1067€), mais barato que os modelos chineses disponíveis por lá.
Quem curte tecnologia e não dispensa uma pedalada pode se satisfazer com opções de bicicleta elétrica, tendo modelos que contam inclusive com internet e compatibilidade com gadgets.
A Faraday Porteur tem estilo retrô, mas é elétrica e sua bateria fica oculta no interior do quadro, tendo alcance de até 15km e podendo ser recarregada em 45 minutos. Possui LED dianteiros e traseiros que ligam e desligam automaticamente e pedal elétrico. Essa bicicleta ganhou o concurso de design Oregon Manifest em 2011, mas o mais interessante é que os responsáveis por sua criação estão angariando fundos por meio de uma plataforma de crowdfunding, a fim de viabilizar sua produção.

Por fim, a fabricante de automóveis Audi apresentou em maio, no Wörthersee 2012, um protótipo de bicicleta motorizada, com fibra de carbono e rede Wi-Fi. Ela foi totalmente desenhada pelos designers da Audi e é o que há de mais inovador no segmento. Com capacidade para viajar até 70 quilômetros a uma velocidade máxima de 80 km/h, por meio de um motor elétrico que produz 2,3 kW de potência, o modelo conta com cinco modos de funcionamento, podendo o ciclista escolher outros modos por meio do smartphone.
Possui ainda um computador de bordo que mostra a velocidade, a distância percorrida, a carga da bateria, o consumo de energia e o ângulo de inclinação.

Gostou? Motivos para usar uma você tem de sobra, faz bem para a saúde, faz bem para a cidade, faz bem para o bolso!
Falta apenas uma atenção especial do governo e mais respeito por parte de quem não usa bicicleta (e de quem usa também, por que não?).
Cada um fazendo sua parte, todos saem ganhando!
M.M.

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