quinta-feira, 2 de abril de 2015

MEIAS DE COMPRESSÃO.

Cada vezmais ciclistas, corredores e triatletas estão aderindo à utilização de meias de compressão.
Primeiramente temos que considerar que a utilização destas meias por atletas profissionais tem um valioso
apelo comercial e de marketing, pois os atletas são considerados modelos para o desempenho esportivo. A britânica Paula Radiclif, recordista mundial da maratona, utiliza estas meias desde 2000 e afirma que os resultados são realmente efetivos.
No entanto, é possível afirmar que elas são válidas para todos os tipos de atletas, modalidades ou competições?
O sangue sai do coração através das artérias e o retorna ao mesmo através das veias. Quando estamos pedalando os músculos da panturrilha atuam pressionando as veias, ajudando a forçar a subida do sangue de volta ao coração e este conjunto pode ser definido de maneira bastante simples como bomba secundária de recalque do sangue venoso. Assim, o principal objetivo das meias é estimular a volta do sangue ao coração e torná-la mais efetiva.
Em estudos em pacientes com patologia venosa verificou-se que a compressão exercida pelas meias é graduada, sendo maior na região pé-tornozelo e diminuindo à medida que se aproxima do joelho. Além disso, elas potencializam o retorno venoso, porém cessam este efeito após serem retiradas. No entanto, quando se trata de atletas sem qualquer patologia a utilização é questionada e alguns especialistas afirmam que o uso indiscriminado pode ser prejucial. A meia que não estiver adequada ao atleta irá causar lesões de pele secundárias ao atrito. Quanto maior for o tempo de atrito, maiores serão os danos.
Neste caso vale a consulta a um bom médico, pois não devemos seguir recomendações genéricas e considerar o tipo de esporte, a duração, o nível de condicionamento físico, patologias... Vale ainda ressaltar que há grande carência de estudos científicos nesta área. Isso não significa que eu não acredite que a compressão tenha valor para o esporte, mas acreditar não basta, pois precisamos mais que a distribuição de opiniões.
Não sou contra a utilização de recursos ergogênicos, longe disso, mas temos que deixar de atribuir a melhora do desempenho esportivo somente a estes mecanismos e começar a treinar mais sério.


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MM

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